divagares

Fevereiro 18 2017

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39 anos depois da trasladação dos restos mortais dos presos que morreram no campo de concentração do Tarrafal - o campo da morte lenta, junto do mausoléu em sua memória no cemitério do Alto de S. João, Lisboa, a URAP, promoveu hoje de manhã uma sentida evocação em que participaram muitos sócios e amigos. Do Grupo Nó, Rui Galveias e Pedro Salvador, cantaram e declamaram um poema de Manuel Gusmão.

publicado por divagares às 14:29

Fevereiro 17 2017

"Apesar das belezas da Constituição americana os EUA são também um país fundado em dois enormes crimes: o genocídio dos indígenas e a escravatura durante 350 anos. É obsceno."

Paul Auster, escritor norte-americano, no jornal Público, e citado pelo jornal Avante!

Um verdade, inconveniente, que todos conhecem mas, muitos fingem ignorar.

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publicado por divagares às 21:19

Fevereiro 03 2017

 

publicado por divagares às 22:41

Janeiro 31 2017

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Homens da terra e do mar,

duros, de dentes vidrados,

gritando o futuro

e sempre crescendo;

- quem me pôs à frente da guerra,

ébrio de uma luta

que não aprendo?

Fernando Namora, médico escritor e poeta, falecido faz hoje 28 anos. Um importante autor neo-realista, actualmente, injustamente, um pouco esquecido.

publicado por divagares às 22:42

Janeiro 26 2017
 

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Vem, morte, quando vieres.
Onde as leis são vis, ou tontas,
não és tu que me amedrontas.
Troquei por penas prazeres.
Troquei por confiança afrontas.
Tenho sempre as contas prontas.
Vem, morte, quando quiseres.
Armindo Rodrigues
publicado por divagares às 13:56

Janeiro 20 2017

O Américo Leal é uma força da natureza!

Faz hoje 95 anos! Tem um longo passado, como disse a Margarida Botelho   "com uma vida cheia".

Entrou no mercado de trabalho na pré-adolescência como operarário corticeiro na sua terra, Sines. Abraça as grandes causas da luta pela liberdade, pela justiça social e pela paz. Bandeiras que ergue sem vacilações até hoje e continuará a caminhada até que a vida lhe permita. Ânimo não lhe falta.

De facto está empenhado nessa jornada, a tempo inteiro, desde 1944, ano em que adere ao seu Partido. Antes foi activista sindical e participou em todas as acções reivindicativas locais na sua terra e, protagonizou um acto generoso, só próprio dos Grandes Homens: tentou alistar na embaixada inglesa, como voluntário, para ir combater nas forças aliadas na segunda guerra mundial, o que teve como consequência a sua prisão pela PIDE à saida daquela embaixada. Os seus amigos e camaradas, os seus filhos, netos e bisnetos que enchemos o r/cdo CT de Setúbal do PCP,num almoço comemorativo do seu aniversário, que culminou com o Américo a desafiar os presentes a acompanharem-no a cantar a bela canção de Lopes-Graça, Vozes ao alto. Emocionante.

Trabalha actualmente num novo livro a publicar proximamente.

Hoje juntámo-nos,muitos d

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publicado por divagares às 21:38

Janeiro 18 2017

 

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Janeiro 10 2017

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publicado por divagares às 11:42

Janeiro 08 2017

 

«Foi com sacrifício que aceitei a tarefa de “rachar”. Foi o que mais me custou na vida», afirmou, visivelmente emocionado, António Tereso. Por indicação de José Magro, viveu juntamente com o inimigo durante dezanove meses. O objectivo era encontrar uma hipótese de fuga.

A ruptura com os seus camaradas – de que apenas um pequeno número de dirigentes sabia tratar-se de uma encenação – deu-se durante um almoço.

«Atirei com um prato de arroz à cara de um preso, mas ele, em vez de se virar a mim, começou-se a rir, o que me dificultou a tarefa.» De rompante, começou a esmurrar a porta gritando que queria sair daquela sala. Dezanove dias depois mudou-se para a «sala dos trabalhos». Até conseguir a transferência, ficou na sala com os seus camaradas. Esses dias, recordou, foram «muito difíceis».

«Eram todos meus amigos», confessou.

Começava assim o seu percurso de «rachado», ao serviço dos carcereiros. Tereso contou como conseguiu ganhar a confiança dos inimigos. Havia que esperar que «eles precisassem de nós. Foi essa a minha vitória». «Um dia chego ao pé do director, o Gomes da Silva, e disse-lhe: se precisar do carro lavado, eu lavo-lhe o carro», recorda António Tereso. O director concordou. Antes de trabalhar como motorista da Carris tinha lavado carros e fazia aquilo bem. «Ficou muito contente e ganhei um cliente», ironizou.

A confiança que ganhou foi tanta que chegou a conduzir o director fora da prisão e este deu-lhe permissão para ir ao seu gabinete sempre que necessário. Daí para a frente, recordou, os «carcereiros quando queriam alguma coisa vinham ter comigo para eu ir ver ao gabinete do director se ele estava lá. Eu tinha esta liberdade toda».

Também o guarda Lourenço, um PIDE reformado, foi conquistado pelo falso «rachado». Numa ocasião, ao lavar o seu carro, Tereso encontra um pequeno coração de ouro. «Depois de lhe lavar o carro, devolvo-lhe o coraçãozinho. Ele respondeu: “há dois anos que procurava isso, é da minha netinha”.». Após contar à mulher o sucedido, esta responde: «esse homem é sério demais para estar preso.»

A confiança era tanta que lhe é oferecido um lugar como motorista da PIDE, a ganhar 1 500 escudos. Tereso comunica o sucedido ao Partido. A resposta, recorda, foi «não há fuga para ninguém, agarra-me isso com as duas mãos». Faltavam três meses para sair em liberdade…

Um dia, passeava com o director pela prisão e depara-se com o carro, estacionado numa garagem. O desafio vem do próprio responsável da cadeia. «Há-de me pôr este carro a trabalhar», disse-lhe. «Quando ele me diz isso, eu esqueci os meses e a liberdade, esqueci tudo», lembrou. Nessa noite, comunicou ao Partido: temos fuga!

publicado por divagares às 12:57

Dezembro 29 2016

Volta ao palco do Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada, de 13 a 29 de Janeiro.

 

Noite da liberdade baseia-se nos confrontos ocorridos em 1930 na cidade de Murnau, na Baviera, que opuseram os defensores da República alemã aos nacional-socialistas. A acção desenrola-se em torno da taberna do senhor Josef Lehninger, que aluga a sua chafarica, à tarde, aos fascistas para que celebrem o Dia Alemão, e, à noite, aos republicanos, para os festejos da Noite Italiana. Horváth descreve a forma como, na Alemanha de Weimar, os sociais-democratas não foram capazes de travar o avanço do nacional-socialismo. Se na peça Em direcção aos céus (estreada pela CTA em 2013) a denúncia da escalada da “besta negra” é feita nos moldes de “uma história de encantar”, desta vez o Autor de Casimiro e Carolina denuncia abertamente a passividade de uma sociedade que não conseguiu evitar uma das mais trágicas catástrofes da Humanidade.

 

Intérpretes Adriano Carvalho, André Pardal, Carlos Fartura, Duarte Guimarães, Guilherme Filipe, João Farraia, João Tempera, Maria Frade, Maria João Falcão, Marques D’Arede, Miguel Sopas, Pedro Walter e Tânia Guerreiro, com a participação especial de Io Appolloni, dos estagiários Joana Castanheira, João Lisboa, Gabriela Lobato, Ruben Alex, Sileita Varela e Sofia Gonçalves e das amigas Dorinda Castro, Lucie Graux e Margot Viala

Cenografia Jean-Guy Lecat
Figurinos Ana Paula Rocha
Movimento Francesca Bertozzi
Assistente de encenação João Farraia
Luz Guilherme Frazão
Som Miguel Laureano
Tradução Elena Probst e Rodrigo Francisco

 

 

 

publicado por divagares às 00:59

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