divagares

Janeiro 10 2017

F. Carluchi - Mario Soares.jpg

 

publicado por divagares às 11:42

Janeiro 08 2017

 

«Foi com sacrifício que aceitei a tarefa de “rachar”. Foi o que mais me custou na vida», afirmou, visivelmente emocionado, António Tereso. Por indicação de José Magro, viveu juntamente com o inimigo durante dezanove meses. O objectivo era encontrar uma hipótese de fuga.

A ruptura com os seus camaradas – de que apenas um pequeno número de dirigentes sabia tratar-se de uma encenação – deu-se durante um almoço.

«Atirei com um prato de arroz à cara de um preso, mas ele, em vez de se virar a mim, começou-se a rir, o que me dificultou a tarefa.» De rompante, começou a esmurrar a porta gritando que queria sair daquela sala. Dezanove dias depois mudou-se para a «sala dos trabalhos». Até conseguir a transferência, ficou na sala com os seus camaradas. Esses dias, recordou, foram «muito difíceis».

«Eram todos meus amigos», confessou.

Começava assim o seu percurso de «rachado», ao serviço dos carcereiros. Tereso contou como conseguiu ganhar a confiança dos inimigos. Havia que esperar que «eles precisassem de nós. Foi essa a minha vitória». «Um dia chego ao pé do director, o Gomes da Silva, e disse-lhe: se precisar do carro lavado, eu lavo-lhe o carro», recorda António Tereso. O director concordou. Antes de trabalhar como motorista da Carris tinha lavado carros e fazia aquilo bem. «Ficou muito contente e ganhei um cliente», ironizou.

A confiança que ganhou foi tanta que chegou a conduzir o director fora da prisão e este deu-lhe permissão para ir ao seu gabinete sempre que necessário. Daí para a frente, recordou, os «carcereiros quando queriam alguma coisa vinham ter comigo para eu ir ver ao gabinete do director se ele estava lá. Eu tinha esta liberdade toda».

Também o guarda Lourenço, um PIDE reformado, foi conquistado pelo falso «rachado». Numa ocasião, ao lavar o seu carro, Tereso encontra um pequeno coração de ouro. «Depois de lhe lavar o carro, devolvo-lhe o coraçãozinho. Ele respondeu: “há dois anos que procurava isso, é da minha netinha”.». Após contar à mulher o sucedido, esta responde: «esse homem é sério demais para estar preso.»

A confiança era tanta que lhe é oferecido um lugar como motorista da PIDE, a ganhar 1 500 escudos. Tereso comunica o sucedido ao Partido. A resposta, recorda, foi «não há fuga para ninguém, agarra-me isso com as duas mãos». Faltavam três meses para sair em liberdade…

Um dia, passeava com o director pela prisão e depara-se com o carro, estacionado numa garagem. O desafio vem do próprio responsável da cadeia. «Há-de me pôr este carro a trabalhar», disse-lhe. «Quando ele me diz isso, eu esqueci os meses e a liberdade, esqueci tudo», lembrou. Nessa noite, comunicou ao Partido: temos fuga!

publicado por divagares às 12:57

Dezembro 29 2016

Volta ao palco do Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada, de 13 a 29 de Janeiro.

 

Noite da liberdade baseia-se nos confrontos ocorridos em 1930 na cidade de Murnau, na Baviera, que opuseram os defensores da República alemã aos nacional-socialistas. A acção desenrola-se em torno da taberna do senhor Josef Lehninger, que aluga a sua chafarica, à tarde, aos fascistas para que celebrem o Dia Alemão, e, à noite, aos republicanos, para os festejos da Noite Italiana. Horváth descreve a forma como, na Alemanha de Weimar, os sociais-democratas não foram capazes de travar o avanço do nacional-socialismo. Se na peça Em direcção aos céus (estreada pela CTA em 2013) a denúncia da escalada da “besta negra” é feita nos moldes de “uma história de encantar”, desta vez o Autor de Casimiro e Carolina denuncia abertamente a passividade de uma sociedade que não conseguiu evitar uma das mais trágicas catástrofes da Humanidade.

 

Intérpretes Adriano Carvalho, André Pardal, Carlos Fartura, Duarte Guimarães, Guilherme Filipe, João Farraia, João Tempera, Maria Frade, Maria João Falcão, Marques D’Arede, Miguel Sopas, Pedro Walter e Tânia Guerreiro, com a participação especial de Io Appolloni, dos estagiários Joana Castanheira, João Lisboa, Gabriela Lobato, Ruben Alex, Sileita Varela e Sofia Gonçalves e das amigas Dorinda Castro, Lucie Graux e Margot Viala

Cenografia Jean-Guy Lecat
Figurinos Ana Paula Rocha
Movimento Francesca Bertozzi
Assistente de encenação João Farraia
Luz Guilherme Frazão
Som Miguel Laureano
Tradução Elena Probst e Rodrigo Francisco

 

 

 

publicado por divagares às 00:59

Dezembro 19 2016

José Dias Coelho, o Pintor, o militante clandestino do PCP, assassinado pela PIDE, na rua de Os Lusíadas, Alcântara, Lisboa. José Afonso, o poeta e cantor que imortalizou a morte do Pintor.

publicado por divagares às 23:13

Dezembro 16 2016

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Não sabe onde deixou o relógio e em que casa está. Suspeita que o andem a roubar e lhe queiram ficar com a casa. O tempo, o lugar, as pessoas, o mundo à sua volta tornam-se cada vez mais estranhos. Quem está esquecido, confuso, errado? O pai? A filha? O genro? Os outros, que aparecem para ajudar?

No labirinto em que a vida se transformou, são muitas as encruzilhadas porque as grandes questões da existência irrompem na normalidade do quotidiano. É preciso encontrar soluções para a perda de autonomia, o desvanecer da identidade e a solidão. E continuar a viver.

 

FICHA ARTÍSTICA

Versão João Lourenço | Vera San Payo de Lemos

Dramaturgia Vera San Payo de Lemos

Encenação João Lourenço

Cenário António Casimiro | João Lourenço

Figurinos Dino Alves

Luz Alberto Carvalho | João Lourenço

Vídeo Luís Soares

  

COM Ana Guiomar | João Perry | João Vicente | Patrícia André | Paulo Oom | Sara Cipriano  

publicado por divagares às 13:20

Dezembro 04 2016

 

publicado por divagares às 21:36

Dezembro 01 2016

Parabéns aos envolvidos nestas actividades!

Falcoaria e Barros de Bisalhães, foram por estes dias declarados pela UNESCO Património Imaterial da Humanidade. Um reconhecimento da genuinidade, e importância destas actividades praticadas no nosso país desde tempos remotos. Qualquer português sente um certo orgulho com esta classificação.

Mas, o que falta mesmo, é classificar como Património da Humanidade os Direitos das Pessoas! O direito a viver em paz; o direito a ter assegurados os meios básicos de subsistência; o direito à saúde, o direito à educação; o direito à dignidade, e mais tantos outros direitos que são sistematicamente negados a milhões de Homens e Mulheres por esse Mundo fora.

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publicado por divagares às 15:16

Novembro 26 2016

Fidel Castro. Um Grande Cidadão do Mundo! Apesar de ter sido caluniado, vilipendiado ao longo dos anos, foi um lutador contra a ignomínia, contra a injustiça. Foi um incansável defensor dos mais fracos, dos que nada têm. Foi um daqueles que jamais tergiversou. Os trabalhadores de todo o Mundo perderam um verdadeiro amigo.

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publicado por divagares às 11:25

Novembro 20 2016

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Fez ontem 101 anos que foi fuzilado o sindicalista e cantor norte-americano Joe Hill. Uma figura que o tempo não apaga.

 

 

 

publicado por divagares às 12:23

Novembro 17 2016

Naveguei como um cisne

Afundei-me como uma rocha

Mas o tempo passou há muito

Pelas minhas reservas de riso

 

Leonard Cohen, De: The Book of longing

publicado por divagares às 19:41

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