divagares

Julho 12 2011

Os manuscritos do Mar Morto encontrados numa caverna em 1947, cuja escrita teve inicio cerca de 300 anos antes de Cristo, revelam dados interessantes sobre a filosofia e estilo de vida dos seus autores, os essénios - grupo de judeus que não escolheu viver no deserto mas, a isso foi obrigado por perseguição movida pela  dinastia Hasmenéa - que merecem uma atenta reflexão, na qual devem estar presentes os rituais, as práticas sociais e o tempo em que isso aconteceu.

 

 

Vivendo em comunidades distantes, sempre procuravam encontrar na solidão do deserto, o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.

 

Os manuscritos referem alguns costumes dos essénios, como o curandeirismo, a crença na reencarnação, a divisão das colheitas, o povo no poder, o vegetarianismo e a relação pacífica dos humanos com os animais.

 

A mais espantosa revelação dos pergaminhos, até agora publicada, é a de que possuíam, muitos anos antes de Cristo, práticas e terminologias consideradas exclusivas dos cristãos:

 

-acreditavam na reencarnação e na imortalidade da alma;

-tinham a prática do baptismo;

-compartilhavam um repasto - pão e vinho - (qual missa...) presidida por um sacerdote;

-não praticavam a imolação nem o culto de imagens.

 

Era uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras actividades onde o acolhimento e tratamento de doentes e a instrução de jovens eram os seus objectivos principais.

 

Excluindo a propriedade individual - a propriedade privada - acreditavam ser possível a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Na sua sociedade não havia escravos. Todos trabalhavam nas tarefas comuns, subsistindo com aquilo que produziam. Desempenhavam actividades que não envolvessem destruição ou violência.

 

Acordavam antes do nascer do Sol. Permaneciam em silêncio e faziam as suas preces até ao momento em que um mestre dividia as tarefas entre eles, de acordo com a aptidão de cada um.

 

Eram excelentes médicos. Estudaram e experimentaram as ervas continuadamente. Foram fundadores dos abrigos chamados beth-saida, que tinham como função cuidar de doentes e desabrigados em períodos de epidemias e fome. Estes beth-saida anteciparam em séculos os hospitais...

 

Afirmam alguns estudiosos que Jesus, nazareno, viveu entre os essénios um período de 17 anos (dos 13 aos 30), sendo por isso a sua postura messiânica muito próxima à dos essénios.

 

NOTA: Este texto tem base numa mensagem de correio electrónico, de que retirei e adaptei alguns excertos.

publicado por divagares às 21:30

Julho 11 2011
publicado por divagares às 19:59

Julho 01 2011
publicado por divagares às 19:40

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