divagares

Setembro 30 2013

Ontem, dia 29 de Setembro, dia de eleições autárquicas, dei o meu contributo numa mesa de voto, como escrutinador. Uma vez mais a afluência às urnas foi insignificante, diria, quase residual nesta mesa. Por agora, não vou tecer considerações sobre as causas, motivações, e responsabilidades que estão na origem deste desinteresse/demissão de participação. Isso daria pano para mangas, e não estou com disposição para tal.

Nessa mesa de voto, em que exerci as tais funções, os votos nos Partidos foram: CDU - 48,81%; PS - 19,68%; PPD/CDS - 12,59%; BE - 7,87; PAM - 7,08; MRPP - 3,97. Resta acrescentar que, o momento da contagem dos votos é a mais estimulante! Sobretudo quando o montinho da força em que voto cresce mais do que os outros...

A CDU voltou a obter uma expressiva vitória no concelho de Setúbal! E, o Nuno Costa (na foto) volta a ser Presidente da Minha Freguesia - S. Sebastião.

publicado por divagares às 20:17

Setembro 28 2013

Primeiro:

Se é só isto o que tendes para mostrar

do vosso arsenal

de terrores,

sois uns pobres senhores

de um inferno a brincar!...

Eu ardi na Inquisição,

fiquei sem cabeça na guilhotina

e forca!

Fui levado com Lorca

para a vala comum!

Vi o céu explodir em Guernica,

passei por Auchwitz e o Vietnam,

fugi no Cambodja

e, para que alguma coisa de mim fique,

perdi-me nas matas da Guiné,

de Angola e Moçambique,

e fui parar à Bósnia e ao Irão!

Não! não fui um milhão!

  Foram milhões e milhões de crianças,

de homens e mulheres,

ou se quiseres:

continentes inteiros a explodir

de raiva e de impotência,

tombando sob a violência

que o homem soube erguer

para liquidar o outro!

Pobres diabos!

o que vocês têm, ainda, que aprender!

 

Jaime Gralheiro

publicado por divagares às 15:08

Setembro 27 2013
publicado por divagares às 20:19

Setembro 26 2013
publicado por divagares às 20:00

Setembro 25 2013

Vi parte de uma entrevista da Gisela João no programa Bairro Alto na RTP (parabéns ao apresentador do Bairro Alto), assisti à sua actuação na Festa do Avante e há dias ouvi-a cantar e falar no Estrela da Tarde, da rádio Amália. Fiquei, em todos os casos, muito agradado. Tem uma voz espantosa. E resposta fácil, não foge às perguntas. Pareceu-me muito genuína, simpática. Estou convencido que virá a ter uma carreira brilhante e desejo-lhe que encontre no seu caminho, o "seu" Alain Oulman...
publicado por divagares às 20:42

Setembro 24 2013



Não, não foi uma "grandolada". Mas, muitos professores vaiaram o "seu" ministro à chegada à Escola Sebastião da Gama. No estado em que a criatura pôs o ensino público, vai ter muitas recepções como esta.
publicado por divagares às 21:31

Setembro 23 2013

1

"Um dia ouvi alguém estar a contar da América: que o ouro era a pontapés, comida à farta, o trabalho leve, e que os operários só andavam de automóvel!"

2

"Não pense que é só a abundância que me agrada nesta terra: isso é muito, mas não é tudo. Não fecho os olhos para o que aí vai: sei o que são as bichas de desempregados à espera de uma sopa ou de um café, os ráquetes, a política sujo, e o resto... Há tudo isso, e pior!"

3

"A gente ou luta por aquilo a que tem direito, ou desiste, e é esborrachado."

4

"Não basta ter princípios e convicções: é preciso viver na realidade dos homens para saber como eles funcionam..."

5

"Se ao menos a nossa gente pudesse abrir os olhos e ver! A América, para eles, é o dinheiro: dolas, dolas! Não pensam noutra coisa. Alguns vivem bem, é verdade: mas é como se vivessem só para as coisas que o dinheiro compra! E muitos não sabem que estão na terra do conforto e da higiene."

6

"Sim senhor, vim para cá com dezanove anos, fugido, e que mais tem? Cheguei cá em 1925, e depois? Que diferença lhes faz isso? Levo aqui mais de quinze anos de trabalho: não chega para um homem se sentir americano? (...) Tenho derramado mais suor e sangue do meu corpo nessas estradas e pontes e portos do Nova-Yorque-Estado do que milhões dos que cá nasceram! (...) Jurei falso, e então? Não foi para fazer mal a ninguém. Foi para ter direito a viver e a trabalhar - e a morrer, se preciso for - como qualquer cidadão!"

7

"Era um lutador, pronto a dar e a levar, a sangrar e a morrer pelo que entendia ser justo e bom. E a "terra da liberdade" repudiava-o!"

8

"... Até que há dias, ao abrir um jornalzinho da Colónia, se me deparou uma notícia intitulada Luso-Americanos Mortos em combate. E, por baixo, estas palavras lacónicas que me puseram um nó na garganta e me turvaram a vista: António Cosme, de 37 anos, morador no Bronx, natural de Barqueiros (Douro), em acção no Norte de África."

 

José Rodrigues Miguéis, autor de páginas sublimes! Aos seus livros regresso com frequência. O pequeno conto O Cosme de Riba-Douro, tem por tema a emigração. Confronta o leitor com um homem esclarecido, um lutador, apanhado nas malhas dos serviços da emigração, dos EUA, por altura da segunda guerra mundial.

publicado por divagares às 22:45

Setembro 21 2013

Nos montes crescem as flores,

E os calos na minha mão.

Não são lindos como as flores,

Mas são eles o meu pão.
publicado por divagares às 19:48

Setembro 20 2013
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.


letra de José Régio
música de Alain Oulman
publicado por divagares às 21:03

Setembro 19 2013

Peça de Augusto Strindberg, com encenação de Rogério de Carvalho e a interpretação de Teresa Gafeira e Pedro Lima nos principais papeis.

Em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, até 6 de Outubro.
publicado por divagares às 21:48

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