divagares

Fevereiro 29 2016

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros usam a  virtude

Para comprar o que não tem perdão

Porque os outros têm medo mas tu não

 

Porque os outros são os túmulos caiados

Onde germina calada a podridão.

Porque os outros se calam mas tu não.

 

Porque os outros se compram e se vendem

E os seus gestos dão sempre dividendo.

Porque os outros são hábeis mas tu não.

 

Porque os outros vão à sombra dos abrigos

E tu vais de mãos dadas com os perigos.

Porque os outros calculam mas tu não.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 

 

publicado por divagares às 22:03

Fevereiro 28 2016

Hoje, no Barreiro assisti à inauguração da Exposição O Regresso das Bandeiras, numa sessão com o Espaço Memória repleto de pessoas. Para além, de um momento musical, usaram da palavra o Presidente da Câmara, Carlos Humberto e o Director da Torre do Tombo, Silvestre Lacerda. É uma Exposição repleta de informação, repleta de imagens, em que sobressaem duas das bandeiras hasteadas no Barreiro na noite do dia 28 de Fevereiro de 1935, numa corajosa afronta ao regime opressor de Salazar. Uma iniciativa  muito oportuna e um valioso contributo para divulgar um momento exaltante da resistência dos trabalhadores e do seu Partido. Uma Expo que é indispensável visitar.

 

AcacioCosta.jpg

 

Acácio Costa, o operário ferroviário que subiu a chaminé da CP, de 36 metros de altura, onde hasteou uma das bandeiras, que lá permaneceu até cerca do meio dia, sendo retirada por pessoal especializado da CP, depois de ser vista pela generalidade da população do Barreiro.

publicado por divagares às 21:33

Fevereiro 27 2016

doispais.jpg

Sobre este assunto, continuo na minha. Que não teve apenas dois pais, mas três. E que fique bem claro: esta minha opinião não visa ofender quem quer que seja. Simplesmente reivindico a liberdade de ter uma opinião.

A Maria apareceu grávida. Teve azar, na época não havia ainda aquelas coisas que temos agora à nossa disposição... Tanto ela como o seu marido, o José, sabiam que o filho não era de ambos. Ele, imagino, deve ter barafustado e bufado de raiva, mas acabou por aceitar dar a paternidade à criança. Ela, a Maria, sozinha ou ajudada, lá se desculpou e engendrou a estória de o sémen ter chegado ao seu ventre trazido pelo vento. Quanto ao pai biológico, até hoje não se sabe quem é. Nem jamais se chegará a saber. É assunto encerrado.

Em conclusão, Jesus teve três pais. O pai biológico, o padrasto/pai e o pai/Divino.

publicado por divagares às 14:46

Fevereiro 26 2016

 

publicado por divagares às 22:19

Fevereiro 26 2016

O regresso das bandeiras.jpg

A cidade do Barreiro assinala a passagem dos 80 anos da jornada de agitação e luta que teve lugar em Fevereiro de 1953. No decorrer dessa jornada, foi hasteada uma bandeira vermelha numa alta chaminé das oficinas ferroviárias (anos mais tarde, outra seria hasteada numa chaminé da CUF). As bandeiras e outros materiais dessa empolgante luta travada pelas e pelos barreirenses em severas condições de repressão, estão na Torre do Tombo e regressam agora à sua origem, a cidade do Barreiro. A propósito, disse Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro: mais que o regresso daquelas bandeiras em concreto ao local do seu nascimento enquanto atores duma história identificável e contável, assinalamos o regresso de um tempo de ‘bandeiras’. Tomamos o nosso lugar na construção de um tempo de ideias. Assumimos a urgência de um tempo de ideais. Partimos para o debate. Qual o papel da memória? Como nascem e vivem os mitos, e o que são? Que força e que sentido há neste ato praticado há 80 anos? Que contextos, então e agora? Que agentes? Que caminhos? Que resistências?”.

Este regresso resulta de uma parceria da CMB com  o Arquivo Torre do Tombo, possibilitando assim a concretização desta importante Exposição.

publicado por divagares às 11:33

Fevereiro 25 2016

E o 5 minutos de jazz, não podia deixar de ter um indicativo. É do fabuloso Lou Donaldson. Eis a música cujo início constitui o indicativo do célebre programa do José Duarte:

 

publicado por divagares às 11:14

Fevereiro 24 2016

5 minutos de jazz, um caso raro de longevidade. O programa de rádio - de segunda a sexta - de José Duarte fez cinquenta anos! Cada emissão - de apenas 5 minutos - tem sido um momento precioso, a saber a pouco, para os amantes de jazz e, estou convencido que levou muita gente a gostar desta música.

Ouvinte assíduo de rádio, particularmente da RDP 1 e 2, com bastante frequência ouvi o 5 minutos de jazz (tal como aconteceu com o saudoso um toque de jazz, do Manuel Jorge Veloso), o que me levou a ser um admirador do José Duarte, um Homem que sabe de jazz a valer. Como poucos, É assim como uma enciclopédia viva. Tem mau feitio? "Calhando" tem. Mas não só..., Cada um é como é. Está de parabéns.

José Duarte.jpe

 Esta é a foto (do Expresso) mais simbólica do JD.

publicado por divagares às 11:27

Fevereiro 23 2016

Sofia.jpe

 

Esta gente cujo rosto

Às vezes luminoso

E outras vezes tosco

 

Ora me lembra escravos

Ora me lembra reis

 

Faz renascer meu gosto

De luta e de combate

Contra o abutre e a cobra

O porco e o milhafre

 

Pois a gente que tem

O rosto desenhado

Por paciência e fome

É a gente em quem

Um país ocupado

Escreve o seu nome

 

E em frente desta gente

Ignorada e pisada

Como a pedra  do chão

E mais do que a pedra

Humilhada e calcada

 

Meu canto se renova

E recomeço a busca

De um país liberto

De uma vida limpa

E de um tempo justo

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 

 

publicado por divagares às 21:37

Fevereiro 20 2016

Umberto-Eco.jpgUm afamado (com justificadas razões) escritor e académico italiano cuja obra mais conhecida será O Nome da Rosa (que passou ao cinema pela mão de Jean-Jacques Anaud),  Umberto Eco faleceu ontem aos 84 anos. A sua última obra foi O Número Zero. Para além de escritor preencheu a sua vida o estudo, a investigação, o ensino, a publicação de ensaios científicos nos domínios da filosofia, da semiótica e da linguística.

publicado por divagares às 11:18

Fevereiro 19 2016

Adelaide.jpg

A Adelaide Simões Rosa, minha estimada conterrânea, lançou recentemente o seu livro de poesia Inalterado Sentir, a cuja apresentação na Casa do Alentejo, Lisboa, assisti. A Adelaide é um poema em forma de gente! Também desenvolve uma actividade cultural substantiva na sua (nossa) comunidade escouralense.

Tive agora conhecimento que no passado dia 14 fez a apresentação do seu livro à população nossa conterrânea, num acto que decorreu na Sociedade (é assim que nos referimos à centenária Sociedade Recreativa Grupo União Escouralense). evento muito concorrido que contou com a presença da presidente da Câmara de Montemor-O-Novo e terminou com um saboroso lanche.

A Adelaide, certamente já estará a trabalhar para a sua próxima obra...

Soc..jpg

 

publicado por divagares às 13:13

mais sobre mim
Fevereiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9

15
16
18

21
22



pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO