divagares

Março 31 2016

O que vi em Paris? Para além de subir ao topo da torre eiffel e apreciar a paisagem nocturna; de subir ao terraço da Arco do Triunfo e à cobertura de uma das torres da catedral de Notre Dame e deslumbrar-me com a panorâmica diurna da cidade; de ver no Centro Pompidou centenas de pinturas e esculturas de grandes artistas do impressionismo, do modernismo e do pós-modernismo; de visitar uma parte do Louvre (não deu para mais); de andar a pé, num dos sentido entre o Louvre e o Arco do Triunfo - todo os Champs Elysées; de caminhar por inúmeras ruas e avenidas e apreciar as suas construções antigas e modernas, as belas varandas de ferro forjado, a arte pública implantada pelas praças e avenidas; e de não ter visto coisas programadas (Panteão, museu Rodin) por causa da chuva e granizo que me encharcou, procurei andar atento. Encontrei imponência e grandiosidade (inicialmente quase intimidante), o que me levou a recordar aquela expressão "à grande e à francesa" que usamos frequentemente; encontrei opulência e sinais de miséria; encontrei lixo pelo chão e dejectos de canídeos pelos passeios,o que considerava improvável; consegui descobrir uma única loja de discos; consegui beber um café expresso por apenas 1,00 euro (mas bebi outros bem mais caros). Para minha frustração, não consegui comprar bilhetes para entrar no Duc de Lombards (nem sequer havia conseguido antes pela internet). Constatei que Paris continua muito marcada pelo atentado de Novembro/2015 - a Praça da República continua a ser local de passagem para homenagear as vítimas.

Numa curta permanência na cidade - 4 dias - não senti insegurança, por onde andei não vi sinais de marginalidade/droga/vandalismo. Mas, devo dizer que evitei deslocar-me a locais onde tais sinais são reais. Em consequência do atentado de Novembro os militares fortemente armados continuam nas ruas. Essa presença parece dar às pessoas um certo sentimento de segurança. Mas é minha convicção que por si só esse aparato militar não será impedimento para outros atentados.

Visitar Paris foi uma experiência fascinante. Há muitos anos já, havia estado três dias nesta cidade, sem contudo ter podido conhecê-la. Já não estou em idade para romantismos, mas não tenho dúvidas em aconselhar aos mais novos uma aventura romântica na grande, na bela Paris.

 

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publicado por divagares às 18:09

Março 30 2016

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publicado por divagares às 20:31

Março 25 2016

 

publicado por divagares às 22:04

Março 24 2016

O almoço convívio deste ano é já no próximo dia 16 de Abril, com inicio cerca das 11. horas e terá lugar no restaurante do Ti Alberto,na Via Longa (arredores de Lisboa).

Os interessados podem efectuar a sua marcação através de Alberto Jorge da Silva (o Poiares), pelo TLM 917302 811 ou pelo TLF 219521633; João Bonito, 963051668 ou 245208720.

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publicado por divagares às 12:02

Março 23 2016

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a terra  o chão  a humidade

do chão

alimentando o ar

e sustendo o peso

do que está a crescer

 

e os olhos pedem

porque ninguém nasceu para a solidão

e as palavras não são propriedade

dão-se

são fieis e amorosas

 

fábrica colectiva

vísceras de um corpo colectivo

que no fogo

e com o sangue

as amassa

 

elas cantam

nas bocas

 

(de A navegação do albatroz)

publicado por divagares às 12:34

Março 22 2016

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publicado por divagares às 14:24

Março 20 2016

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 Vamos ver o que isto dá. Que me desculpem, mas sou céptico... 

publicado por divagares às 12:53

Março 18 2016

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publicado por divagares às 14:30

Março 14 2016

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 Quando morreste, nada ficou como estava.

 

A tristeza galgou a Serra

e a luz esmaeceu no horizonte

espalhando por escarpas e vales

um silêncio profundo,

que apenas o canto das cigarras

desperta.

 

Tuas mãos,

que tantos poemas teceram

num olhar rendido

à montanha e ao rio,

cedo pereceram

empobrecendo

a nossa poesia.

 

O teu lugar

ficou vazio.

Apenas o vento

leva o seu lamento

ao encontro do poeta

que tantas vezes dizia...

- que pelo sonho é que ia!

publicado por divagares às 12:15

Março 12 2016

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A efeméride do dia não podia deixar de ser os 444 anos da 1ª. edição de Os Lusíadas, obra maior das letras em português.

Com o seu poema épico, Camões deu um contributo do mais alto valor, não apenas do ponto de vista da criação artística mas igualmente da História, uma vez que constitui a narrativa poética de um dos mais exaltantes momentos da História de Portugal, a saga dos descobrimentos.

Conhecer, estudar Os Lusíadas devia ser obrigatório nas escolas públicas e não se limitarem os programas a efectuar uma abordagem tipo "passagem de gato por brasas". Depois importa a forma de o fazer, sem a carga enfadonha que suscita, regra geral, nos alunos. O importante é ensinar a compreender e a gostar.

publicado por divagares às 12:35

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