divagares

Janeiro 05 2015

a "mensagem de ano novo" de Sua Excelência o Presidente da República (como o tratam uns, os "seus") ou do Cavaco (como o designam outros, talvez desvalorizando a sua real e perene intervenção política). Trata-se de uma "peça" que se gostaria de catalogar como de fim de mandato, epitáfia. "Aquilo" é (a meu "ouver", claro) inqualificável. Que país é aquele em nome do qual Cavaco Silva se atreve a falar, a dizer o que disse e a não dizer uma palavra sobre o que não disse como se não existisse ou não tivesse importância (o caso BES, por exemplo!)?, como é possível que alguém, daquele lugar e ali colocado pelo voto, seja tão desavergonhadamente (e desastradamente) tão colado a uma política executiva de que tinha a obrigação de ser distante e distanciado?, quem suportará - além dos que ele suporta ou sustenta - sequer ouvir aquelas "recomendações" que toda a gente sabe (dos que querem saber...) não serem mais do que cunhas para aguentar edifício a ruir? Depois, ainda uma palavra sobre o lado formal, diria estético: um verdadeiro emplastro de si próprio.. Se tudo "aquilo" tivesse a intenção de descredibilizar a democracia, de afastar as gentes de quem as gentes escolheram para as representar, dar-lhe-ia 20 valores. E não se fique satisfeito pelo facto de, nas massas, ninguém lhe ligar nenhuma... Esse é, talvez, o mais nefasto efeito. O da indiferença, o "encolher de ombros", perante o que nos agride e, assim, continuará a agredir.

publicado por divagares às 12:00

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