divagares

Março 04 2016

Encontrei este texto na revista evasões, de hoje. Porque concordo na generalidade com o ponto de vista do autor (Tiago Guilherme) decidi reproduzir:

 

Há quem defenda que não há diferença entre informação dada num operador público e informação dada num operador privado. Ou seja, que um noticiário na RTP ou na SIC e TVI não pode diferir muito. Discordo totalmente. E discordo que a informação da RTP tenha o mesmo alinhamento das privadas. O caso do assalto a uma carrinha de valores na zona de Sintra é disso um exemplo. Por muito que a história seja emocionante, até  porque houve uma vítima mortal, não passa de um fait-divers que apenas canais sensacionalistas ou especializados em crime ao pior estilo sul-americano é que deveriam dar destaque de notícia de abertura. Mas não, tanto as privadas SIC e TVI, agora com receio de perderem audiências para aquele canal sensacionalista com nome de "jornal", como a RTP, com medo de perder audiências para privadas... cederam ao facilitismo e ao mau jornalismo. É certo que a RTP dedicou "apenas" 6 minutos ao assunto e as privadas o dobro, mas ainda assim o tema não deveria ter passado de uma nota já perto do final do noticiário. Jornalismo é escolher e editar. Há que escolher o que é realmente importante para passar no início do "Telejornal" e editar é também saber que tempo merece cada notícia. A RTP deveria ser rigorosa e intransigente nos princípios e valores jornalísticos. Até para ser uma alternativa ao que as privadas fazem. E não tem sido.

publicado por divagares às 21:55

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