divagares

Novembro 23 2014

Adelaide Simões.jpg

 

Bendita Terra do Pão

 

Um tapete aveludado

tapa um solo sagrado

bendita terra do pão

que escondes a sua dor

por debaixo das flores

que tanta beleza lhe dão

 

Perdidos no horizonte

esquecidos estão os montes

os acompanha os silvados

Cada um tem a sua história

que se perdeu na memória

dum passado repassado

 

Num presente envenenado

com tapete aveludado

O que lhe resta afinal

Esperar uma nova era

uma nova primavera

que lhe devolva o trigal

 

A Adelaide é uma conterrânea que muito admiro, autora de uma vasta obra poética por publicar, embora participe em várias antologias de poesia popular e tenha acessível ao público, na NET, algum do seu trabalho, sobretudo no sítio Inalterado Sentido.

Depois de, por muitos anos ter vivido fora do Escoural, retornou e lá tem desenvolvido uma notável acção cultural. É obra sua a criação, em 2010, do coral feminino As Escouralenses - que constituiu uma pedrada no charco - com uma actividade regular e actuações em vários pontos do país. 

 

 

publicado por divagares às 23:06

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