divagares

Novembro 28 2014

A mais conhecida palavra de ordem que em Agosto emergiu em Ferguson foi "Mãos no ar! Não disparem". Porém, à medida que o movimento amadureceu, as manifestações foram ganhando novas palavras de ordem e as mãos abertas no ar foram-se fechando. Nas manifestações de terça.feira, por exemplo, ouviu-se gritos pela subida do salário mínimo e pela liberdade sindical. Numa evidente tomada de consciência de classe, Ferguson soube distanciar-se dos tradicionais lideres afro-americanos do Partido Democrata como Jesse Jackson a Al Sharpton e decidiu construir um movimento independente, cujas principais reivindicações são sociais e económicas.

A batalha de Ferguson já não é só pela acusação de Darren Wilson*. É uma batalha pelo reconhecimento dos negros como seres humanos com direitos. É uma batalha pelo desmantelamento da secular canga das instituições que existem para manter os negros "no seu lugar". É uma batalha contra a pobreza, que empurra milhões de negros para as prisões. É uma batalha pela habitação, pela saúde e pela educação gratuitas, de qualidade e para todos. É uma batalha contra o racismo. É uma batalha de todos.

*Polícia branco que assassinou com doze tiros o jovem negro Mike Brown, de mãos no ar..

Extracto de um artigo de António Santos, que pode ser lido na integra no jornal Avante de 27/11/14.

publicado por divagares às 18:15

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