divagares

Julho 28 2014

"Já nem sequer falo de justiça ou amor. Por que razão continuamos a alimentar o ódio na faixa de Gaza? Nunca haverá solução militar. Dois povos lutam por uma e a mesma terra. Por muito forte que Israel de torne, sempre haverá instabilidade e medo. O conflito está a alimentar-se de si próprio e da alma judaica, e tem-lhe sido consentido que o faça. Quisemos ser donos de terra que nunca pertenceu aos Judeus e nela construímos colonatos.

Os Palestinianos consideram isto uma provocação imperialista e têm razão. A sua resistência é perfeitamente compreensível.

(...) Sofro com esta situação, e tudo o que faço tem alguma coisa a ver com este sofrimento, esteja a dirigir Wagner em Israel (e não fui, de maneira nenhuma, o primeiro a fazê-lo!) a citar a constituição de Israel na Knesset, a fundar com Eduardo Said a Orquestra do Divã Ocidental-Oriental, a criar um jardim infantil musical em Berlim, ou - como aconteceu recentemente em Jerusalém - a dar um concerto para os dois povos. Algumas destas coisas são injustificadamente exageradas pela comunicação social, mas faço-as porque fico doido com as muitas injustiças que nós, judeus, cometemos diariamente, e com o risco em que pomos a existência futura de Israel.

(...) Sou pessimista quanto ao futuro a curto prazo do Médio Oriente, Mas optimista quanto ao seu futuro a longo prazo. Ou descobrimos um modo de viver uns com os outros ou matamo-nos uns aos outros. O que é que me dá esperança? Fazer música. Porque, diante de uma sinfonia de Beethoven, de Don Giovani, de Mozart ou de Tristão e Isolda de Wagner, todos os seres humanos são iguais."

 

publicado por divagares às 11:34

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