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Agosto 07 2015

a festa vai ao cinema.jpg

Não. Não é uma ida ao cinema na Festa do Avante, (que tem bom cinema no Cinefesta, com uma soberba selecção: Vem e Vê, de Elem Klimov; Nazaré, de Manuel Guimarães; Terra 2084, de Nuno Sá Pessoa; O Menino e o Mundo, de Alê Abreu; Kora, de Jorge Carvalho; Os Maias,de João Botelho; Branco, de Luís Alves; Tesouras e Navalhas; Provas, Exorcismos, de Susana Nobre; Othon, de Guillaume Pazat/Martim Ramos; O Velho do Restelo e Douro Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira; Privatizações - A Distopia do Capital, de Sílvio Tendler; VideoClube, de Ana Almeida; Os Gatos Não têm vertigens, de António Pedro Vasconcelos; Pára-me de repente o pensamento, de Jorge Pelicano; Alentejo, Alentejo, de Sérgio Tréfaut) A Festa vai ao Cinema é o título do concerto de abertura da edição deste ano da FA, composto por obras musicais que constituem banda sonora de grandes filmes, nalguns caos escritas propositadamente para o efeito, e vão ser interpretadas pela Orquestra Sinfonieta de Lisboa dirigida pelo maestro Vasco Pierce de Azevedo.

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 A Sinfonieta de Lisboa no palco 25 de Abril da FA, numa outra edição

Num brilhante e esclarecedor artigo publicado hoje no Avante!, Manuel Jorge Veloso, um homem da música e do cinema e um dos responsáveis pela organização do concerto, afirma:

Independentemente do maior ou menor engenho através do qual o tratamento da música, dos diálogos, dos ruídos, contribui para uma banda sonora criativa, indispensável é ter presente que o cinema é, por definição, uma forma de Arte que incorpora, modernamente, os contributos de várias outras Artes (visuais, auditivas, performativas) , todas elas com as suas características, códigos e convenções próprias, em termos de emissão e recepção, mas dissolvidas e resolvidas numa totalidade-outra, na qual aqueles atributos se transformam e interagem na formulação de novas sínteses.

Afigura-se assim natural que estas questões tenham estado presentes na preparação deste concerto sinfónico muito especial: considerando as várias origens nacionais da filmografia, dos seus realizadores e dos compositores representados; contemplando géneros cinematográficos diferenciados; abrangendo várias épocas da produção cinematográfica, uma Arte relativamente recente; e colocando lado a lado peças de grandes compositores do repertório sinfónico usadas no cinema e obras expressamente escritas para o grande ecrã.

Nos dias que se seguem até à abertura da FA, dia 4 de Setembro, proponho-me trazer a este sítio versões das obras que integram o programa desse concerto. Hoje é a vez de Assim Falava Zaratrusta, abertura,  de Richard Strauss, uma magnífica obra (toda a gente já ouviu) que é banda sonora do filme 2001 Odisseia no Espaço, realizado por Stanley Kubrick.

 

publicado por divagares às 20:24

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