divagares

Junho 09 2016

Manuel da Fonseca.jpe

Junto das ondas do mar

na ponta dos pés erguida

joga os braços para o ar.

E a senhora presumida que está na praia a bordar

julga-me a espreguiçar, mas não!

É o sol, a areia e o mar

que me dão vontade de dançar.

 

No final da década de trinta do século XX, Manuel da Fonseca frequentou os banhos quentes que funcionavam junto da praia de Sines. Na casa onde estava alojado era habitual o convívio com a família anfitriã. Certo dia, enquanto cavaqueava - era um deslumbrante comunicador - fez um desenho duma anda do mar e uma mulher, acrescentando-lhe o poema acima.

Américo Leal, da família anfitriã, então adolescente e um dos presentes conseguiu decorara o poema não o esquecendo até hoje e, numa recente conversa sobre poesia disse-o para mim e descreveu as circunstâncias em que foi escrito.

Estou convencido tratar-se de um poema inédito do grande autor, romancista e poeta, Manuel da Fonseca.

banhos quentes de sines.jpg

praia de Sines.jpe

 

publicado por divagares às 22:12

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