divagares

Dezembro 15 2015

Vivi habituado a ter Frank Sinatra na "ementa" da rádio, qualquer que fosse a estação sintonizada. Apesar disso não cheguei a ser um seu fã. Mesmo reconhecendo as suas capacidades quase infinitas na arte de cantar. O seu centenário vai ser razão para dele se falar e as suas canções (e filmes) voltarem a ser passadas, constituindo uma oportunidade de descoberta pelas novas gerações.

O cidadão Frank Sinatra foi, sem quaisquer dúvidas, uma personalidade marcante do seu tempo, mas beneficiou de ser um "produto" do império norte-americano e da vocação deste para impor os seus padrões culturais entre tudo o resto que  impõe ao mundo todo. A vida de Sinatra foi determinantemente marcada pela sua condição de ítalo-americano. E, antes de mais essa condição explica a sua convivência com a máfia. Arrisco-me a afirmar que foi uma personalidade controversa, complexa, alinhando ao longo da sua existência em todas as partes. Oriundo da classe operária ascendeu aos círculos mais burgueses da sociedade americana. Conviveu com a máfia (estará por apurar se era apenas convivência) mas condenou também o racismo. Apoiante dos Democratas, acabou a apoiar os Republicanos. Foi liberal e depois reaccionário. Agiu em algumas das suas opções por mero despeito, eventualmente por vingançazinha. Relacionou-se com o melhor esteio da música do seu país. Nos palcos foi uma estrela e, assim é geralmente recordado.

 

 

publicado por divagares às 21:48

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