divagares

Outubro 18 2017

reinaldo-ferreira-filho.jpg

Tome-se um homem,

Feito de nada, como nós,

E em tamanho natural.

Embeba-se-lhe a carne,

Lentamente,

Duma certeza aguda, irracional,

Intensa como o ódio ou como a fome.

Depois, perto do fim,

Agite-se um pendão

E toque-se um clarim.

 

Serve-se morto:

 

Reinaldo Ferreira

 

publicado por divagares às 19:53

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