divagares

Setembro 14 2015

Quantas vezes, amor, me tens ferido?

Quantas vezes, razão, me tens curado?

Quão fácil de um estado a outro estado

O mortal sem querer é conduzido!

 

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,

Como que até regia a mão do fado,

Onde o sol, bem de todos, lhe é vedado

Depois com ferros vis se vê cingido:

 

Para que o nosso orgulho as asas corte,

Que variedade inclui esta medida,

Este intervalo da existência à morte!

 

Travam-se gosto, e dor; sossego, e lida;

É lei da natureza, é lei da sorte

Que seja o mal e o bem matriz da vida.

 

Bocage

 

Amanhã, rezam os registos que nasceu Bocage. Manuel Maria l'Hedoux Barbosa du Bocage. Elmano Sadino. Uma referência para todos os setubalenses que se prezem. Nasceu, faz amanhã 250 anos. No Bairro de s. Domingos (não sei se Há 250 anos o bairro se chamava assim. Actualmente chama-se de S. Domingos) na antiga rua de S. Domingos e agora  rua Edmond Bartissol, no número 12.

Casa do Bocage.JPG

Esta a fachada da casa onde nasceu o poeta

 

publicado por divagares às 22:06

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