divagares

Junho 18 2014

 

 

Tome-se um homem,

Feito de nada, como nós, E em tamanho natural.

Embeba-se-lhe a carne,

Lentamente,

Duma certeza aguda, irracional,

Intensa como o ódio ou como a fome.

Depois, perto do fim,

Agite-se um pendão

E toque-se um clarim.

 

Serve-se morto. 

 

 

publicado por divagares às 09:37

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