divagares

Fevereiro 06 2016

Por razões de cidadania, Virgínia Moura e o seu companheiro António Lobão Vital várias vezes são presos. Não cedem, não temem, não racham. Fieis, sempre, a um ideal comum e ao profundo amor que os unia. As cartas que agora se publicam, escritas na prisão entre 1951 e 1957, revelam a infâmia do tempo da ditadura. Tudo devassa, até os sentimentos mais íntimos.

Palavras de Manuela Espírito Santo, na nota introdutória da obra.

Tem cuidado meu amor.jpe

Virgínia Moura, engenheira de profissão e Lobão Vital, arquitecto, viveram intensamente as suas vidas em comum, um amor alvoroçado (nas palavras de Valdemar Cruz), uma comunhão de consciência política e profundo envolvimento nos combates em defesa da liberdade da democracia dos direitos sociais, uma atitude intelectual em que a aquisição e divulgação do conhecimento não tinham limites. Dois seres com uma dimensão humanista admirável.

Tem cuidado meu amor, recentemente editado é uma revelação comovente da relação deste casal, em períodos de prisão política, a partir das cartas trocadas entre ambos que eram obrigatoriamente lidas e carimbadas pela PIDE carcerária numa grosseira devassa. Imperdível ler.

publicado por divagares às 20:28

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