divagares

Novembro 07 2015

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Uma política para o Teatro em Portugal foi coisa que, desde os primórdios, nunca houve. Existiram sim desígnios régios com a presença de Gil Vicente na Corte e encomendas de libretos operáticos, inclusive ao veneziano Carlo Goldoni, um dos mais importantes autores setecentistas, em ambos os casos asfixiados e amputados pela Inquisição e, posteriormente, arremedos malévolos (durante o fascismo, o controlo do Teatro Nacional, com fins de propaganda oficial, por António Ferro) e tentativas mais ou menos bem-intencionadas (Garrett no século XIX, esboços vários de definição após Abril), mas, em todo o caso, sempre ensaios desgarrados, pontuais, isolados, casuísticos e por vezes contraditórios enquanto iniciativa legislativa do Estado.

O texto transcrito corresponde ao inicio do artigo de José Carlos Faria, inserido na última edição do jornal Avante, em que é caracterizada a situação do teatro em Portugal, que, tal como a cultura em geral, tem merecido a desconsideração da direita no poder (felizmente só até terça feira 10). É sabido que nos quatro anos de desgoverno PSD//CDS a cultura mereceu-lhes tanto desprezo que até acabaram com o respectivo ministério. Aquela gente que, com o patrocínio cavacal pretendia permanecer no poleiro mais quatro anos, mas não passarão! São os mesmos que dinamizam um peditório nacional para a compra de um quadro de Domingos Sequeira, enquanto paralelamente põem à venda importante património edificado pertença do Estado, que o mesmo é dizer pertença de todos nós.

 

 

publicado por divagares às 13:11

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