26
Jun11
Terceira Cantiga, ao Alves Redol
divagares
Passei no Tejo à noitinha
E vi o Tejo calado.
Trago um barco de papel
Para deitar no mar salgado.
Quando o barco se romper
Deito no Tejo uma estrela.
E a estrela branca lá fica
E nunca mais torno a vê-la...
Que nas águas deste rio
Parte gente pró degredo...
O Povo vive e não morre,
Mesmo cercado de medo!
Antunes da Silva, Canções do Vento
