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26
Fev13

A História secreta da renúncia de Bento XVI

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"Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em Março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba. Naquele momento, o papa, que encarna o que o director da École Pratique des autes Études de Paris (Sorbone), Philippe Portier, chama "uma continuidade pesada" de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um relatório elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro. O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios à frente das instituições religiosas."

 

Este extracto é do artigo de Eduardo Febbro e pode ser lido na íntegra em www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21616.

 

Havia encarado não voltar a pronunciar-me sobre a resignação do papa Ratzinger. Acontece que este é um acontecimento sobre o qual ninguém é indiferente, afinal, Ratzinger é um chefe de Estado. Têm sido ditos muitos disparates e muitas loas. Mas poucos ousaram tocar em questões fundamentais que explicarão muita coisa. É o caso do artigo acima referido, que justifica a sua leitura.

 

O papa Ratzinger, ultraconservador, por isso mesmo, jamais resignaria se motivos de extrema gravidade não ensombrassem o seu papado. Na comunicação social têm surgido referências a alguns desses motivos. Como se não bastasse o "pequeno crime" de paróquia, o "médio crime" de diocese, será o próprio Vaticano cenário de coisas escabrosas - escândalos financeiros, corrupção, escândalos sexuais, lóbis de toda a espécie! Isto, numa igreja que apregoa o não matarás, não roubarás, não pratiqueis o adultério, que condena e excomunga, proíbe o uso da "camisinha". O que vemos nós no seio da igreja, ao mais alto nível? Isto é a demonstração de que a igreja (as igrejas) não é constituída nem governada por santos, e muito menos pelo espírito santo.

 

Apesar de ateu, respeito as convicções e a fé de quem assim escolheu estar na vida. Não confundo estes com uma "máquina" maquiavélica que se move, muito, à margem da fé e por interesses que lhe são estranhos.

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