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10
Mai10

...

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O Ópio em nova forma! Em doses massivas. Escandalosamente massivas. É o que está a ser feito a propósito da visita do papa Ratzinger. Repugnante! Acabo de subscrever uma petição online a exigir respeito pela laicidade.

08
Mai10

A visita de Ratzinger

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O Papa Ratzinger, auto baptizado de Bento Dezasseis vem dentro de dias de visita a Portugal.

A propósito têm surgido os relatos mais variados sobre a estada do senhor, desde o microfone de ouro que vai usar, os quartos onde vai dormir, as sanitas onde defecará, etc, etc, etc. Os órgãos de comunicação social tb deram notícia dos fatos que a padralhada vai usar nas cerimónias, das cadeiras expressamente concebidas e mandadas fabricar em Paços de Ferreira - tinha de ser na capital do móvel!

Uma das notícias que me "impressionou" referia-se aos meios e recursos militares envolvidos na visita. oito mil militares do exército, força aéria e marinha; 2 aviões F16 com autorização para disparar andarão no ar; três helicópteros de alta segurança;  três helicópteros allouette, uma fragata; várias lanchas rápidas; várias lanchas vulgares; uma bateria anti-míssil; mergulhadores. Por outro lado os hospitais estarão de prevenção e os meios do INEM a mesma coisa.

Perante tudo isto não tenho dúvidas que, se Jesus nazareno, por acaso por aqui passase nestes dias, por certo morreria de novo!

Inenarrável é a trapalhada dos anúncios a recrutar apoiantes, por 17,00 euros mais uma camisola...

Inenarrável é tb, por todos os motivos, a decisão do governo decretar tolerância de ponto (que pensará o ministro das finanças?)...

Enfim, é este o nosso Portugal, apesar da crise.

06
Mai10

Para que nunca mais aconteça!

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Faz 65 anos, a minha mãe, já com 5 filhos e o 6º. à beira de nascer, que para o caso era eu, tinha de permanecer longo tempo na fila do racionamento do pão. Quando chegava a vez de ser atendida, cabia-lhe a ração insuficiente para alimentar a família. Então, invariavelmente recorria a um expediente que consistia em aliciar a padeira - a Dona Isalinda - "arranje-me mais um pão que eu quando o meu filho nascer convido-a para madrinha dele." Foi assim que a Dona Isalinda veio a ser a minha madrinha.

 

 

 

 


 

 


 


03
Mai10

Era uma vez uma rapariga chamada Norma Jeane Baker...

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Filha de pai ausente - terá conhecido o pai? Terá sabido quem era o seu pai? - e de uma trabalhadora dos estudios de Hollywood com doença adquirida pelo contacto com os produtos químicos, teve uma infância deprimente, passou por orfanatos, foi operária precocemente numa fábrica de aviões, como precocemente teve o primeiro casamento.

Teve tudo para desejar sair dessa vida e dela se "vingar" - Essa criança triste, amargurada, que cresceu demasiado depressa, quase nunca me abandona o coração. Com o êxito à minha volta, ainda consigo sentir os seus olhos assustados a enxergar os meus. Não pára de dizer: "nunca vivi, nunca fui amada". O cinema foi o seu novo mundo, nele conquistando o lugar de estrela principal. A indústria cinematográfica usou-a até à exaustão, sem que ela deixasse de tirar partido disso. Contudo, não era a tontinha que alguns descrevem. Afirmou  a dada altura: estou farta dos mesmos papeis de objecto sexual. Quero fazer coisas melhores. Mas, transformada em símmbolo sexual, não olhou a meios para entrar nos círculos sociais e do poder - quem não se lembra de a ver a cantar os parabéns ao então presidente Kennedy?

Sofreu de todos os males do vedetismo. Aproveitaram-se dela todos os que sempre a rodearam. Por detrás da boazona, de poses e olhar escaldante, estava um ser humano frágil, só - a solidão entre gente é terrível! - Apesar da celebridade não teve a felicidade que merecia.

Sobre a sua morte muito se disse e escreveu. 48 anos depois continua por esclarecer toda a trama da morte de Marilyn Monroe. O clã Kennedy é acusado de ser responsável pelo "suicídio". Alguma vez a justiça do império julgará/fará luz sobre este crime?

 

02
Mai10

"Questões de Moral", a propósito de Marilyn Monroe

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"Marilyn já desabafara várias vezes, se Bobby Kennedy não lhe telefonasse e continuasse a não lhe ligar nenhuma, estava disposta a descobrir a careca àqueles sonsinhos dos Kennedy que parecia que não quebravam um prato. Também ameaçava denunciar o esquema que eles tramavam para matar Fidel Castro. Não teve tempo para isso."

 

Este é um texto de Joel Costa inserido no boletim da RDP a anunciar o seu programa "Questões de Moral", que será emitido pela antena dois, dia 17 de Maio às 13 e às 23 horas. Seguramente valerá a pena escutar.

 


01
Mai10

Hipátia de Alexandria ou A Bruxa Hipátia

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"Governar acorrentando a mente através do medo de punição em outro mundo é tão baixo quanto usar a força"

Hipátia

 

 

"Afirmar que as mulheres não têm tendência para a ciência è a mesma coisa que considerar as mulheres uns seres inferiores, afastadas de um grande capítulo da vida humana social.

Resta saber se aquele não é um estereótipo, um figurino com que se vestem as mulheres para melhor poderem dedicar-se à casa e aos filhos.

A verdade é que a matemática mergulha, tal como qualquer outro ramo da ciência, na vida real, e será difícil aceitar que as mulheres estão assim tão afastadas dessa vida real.

A contagem é a operação mais elementar da matemática.

É possível perspectivar uma sociedade em que as mulheres não procedam a operações de contagem na sua vida diária, para saberem quanto podem gastar e que quantidades de comida têm de dar aos seus familiares?

O mesmo acontece com os operários que necessitam de contar o seu salário, com o homem do laboratório que tem de saber os segundos que demora uma experiência científica, ou com um pastor que tem de contar as cabeças de gado. Ou ainda como conceber a existência de feiras sem a simples operação de contagem?"

Das páginas 23/24 de A Bruxa Hipátia, de Odete Santos

 

A propósito das Mulheres, empreendeu Odete Santos uma investigação sobre uma Mulher notável - Hipátia - que ousou afirmar a sua sabedoria. Foi matemática, astrónoma, ensinou. Acusada de herética, de bruxa. Vítima da intolerância (dos cristãos, afinal sempre estes se opuseram aos avanços da ciência, do conhecimento...) acabando morta, selvaticamente esquartejada, e, os seus restos lançados à fogueira.

A advogada Odete Santos - também activista política (dirigente do PCP, ex-deputada, etc), amante da poesia, actriz - construiu um livro interessante "A Bruxa Hipátia", onde denúncia a persistência, ainda hoje, de situações (não poucas) de discriminação, de intolerância e de obscurantismo relativamente às Mulheres.


 


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