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28
Fev13

6 de Março - Cordão Humano em Setúbal

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Promovido pela União dos Sindicatos de Setúbal e a Inter-Reformados, tem lugar, em Setúbal,  no próximo dia 6 de Março um Cordão Humano, com início às 10 horas junto à Segurança Social, cujo lema é Contra a Exploração e o Empobrecimento.

 

O orçamento de Estado para 2013, para além de congelar as pensões, veio cortar o valor das pensões com o aumento do IRS nas pensões superiores a 595 euros e uma sobretaxa de 3,5% acima dos 485 euros.

Desde 2010, não existe aumento das pensões para a esmagadora maioria dos pensionistas (aposentados e reformados).

O poder de compra dos reformados vem diminuindo em virtude do aumento do custo de vida, com a subida dos preços dos bens essenciais, das taxas moderadoras, dos transportes, das rendas de casa e IMI.

As sucessivas políticas de direita e a actual política do governo (PSD/CDS), querem deixar os reformados e as suas famílias na falência pois:

 

Cortam nos direitos de quem trabalhou toda a vida e contribuiu para o desenvolvimento do país; Impõem aos reformados mais impostos, retirando-lhes qualidade de vida e poder de compra; Pretendem retirar aos reformados dos sectores dos transportes, as concessões e o direito ao transporte; O aumento do desemprego leva muitos reformados a assumir encargos com filhos e netos.

27
Fev13

Afirmações de MUR

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"...a impossibilidade de Passos & Portas se expressarem e governarem como desejariam não altera o seu pensamento político. Sob uma fraseologia pseudodemocrática é identificável uma mentalidade aparentada com a de Salazar e sua gente.

O executivo - repito - não é homogéneo. Mas alguns ministros e deputados da coligação escondem mal afinidades ideológicas com a ordem social do fascismo. Dela se sentem mais próximos do que do neoliberalismo ortodoxo de Friedrich Hayek."

 

Miguel Urbano Rodrigues

27
Fev13

2 de Março: A rua é nossa!

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2 de Março, um pouco por todo o país (e até nalguns outros países), na rua, é o Povo Quem Mais Ordena! Num tempo em que o fascismo anda à solta, e de língua solta - o Ponte da RTP fala na ponte Salazar! - o Povo tem de reagir, tem de ir mais além!

26
Fev13

A História secreta da renúncia de Bento XVI

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"Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em Março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba. Naquele momento, o papa, que encarna o que o director da École Pratique des autes Études de Paris (Sorbone), Philippe Portier, chama "uma continuidade pesada" de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um relatório elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro. O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios à frente das instituições religiosas."

 

Este extracto é do artigo de Eduardo Febbro e pode ser lido na íntegra em www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21616.

 

Havia encarado não voltar a pronunciar-me sobre a resignação do papa Ratzinger. Acontece que este é um acontecimento sobre o qual ninguém é indiferente, afinal, Ratzinger é um chefe de Estado. Têm sido ditos muitos disparates e muitas loas. Mas poucos ousaram tocar em questões fundamentais que explicarão muita coisa. É o caso do artigo acima referido, que justifica a sua leitura.

 

O papa Ratzinger, ultraconservador, por isso mesmo, jamais resignaria se motivos de extrema gravidade não ensombrassem o seu papado. Na comunicação social têm surgido referências a alguns desses motivos. Como se não bastasse o "pequeno crime" de paróquia, o "médio crime" de diocese, será o próprio Vaticano cenário de coisas escabrosas - escândalos financeiros, corrupção, escândalos sexuais, lóbis de toda a espécie! Isto, numa igreja que apregoa o não matarás, não roubarás, não pratiqueis o adultério, que condena e excomunga, proíbe o uso da "camisinha". O que vemos nós no seio da igreja, ao mais alto nível? Isto é a demonstração de que a igreja (as igrejas) não é constituída nem governada por santos, e muito menos pelo espírito santo.

 

Apesar de ateu, respeito as convicções e a fé de quem assim escolheu estar na vida. Não confundo estes com uma "máquina" maquiavélica que se move, muito, à margem da fé e por interesses que lhe são estranhos.

25
Fev13

Associação Conquista da Revolução

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"...tem por objectivo preservar, divulgar e promover o apoio dos cidadãos aos valores e ideais da Revolução iniciada em 25 de Abril de 1974, esse que foi o momento mais luminoso da História de Portugal, cultivando o espírito revolucionário e a consciência social progressista com a construção de uma democracia política, económica e cultural amplamente participada."

Do artigo 3º. dos estatutos.

23
Fev13

Carlos Albino, jornalista (citação)

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"A sociedade está a emitir um sinal vigoroso de uma noite de Abril chamada terra da fraternidade. Grândola, Vila Morena foi um passo na direcção certa cujo eco está em todos os ouvidos. Mas aqueles que se alojaram na democracia e se serviram dela não têm o direito de cantá-la. O poema, a canção, o ruído de fundo, os passos sincronizados, são indissociáveis. Sem alarde nem teorizações fez-se em poucos versos a síntese de um país que levou meio século vivendo horrorizado e acordando cheio de medo. Hoje Grândola, Vila Morena já não é do seu autor, mas património de um país e tornou-se um símbolo que contaminou então outras sociedades."

 

E, porque, precisamente hoje faz 26 anos que morreu o Zeca, recordemos a sua e nossa Grândola, Vila Morena.

 

22
Fev13

Batalhão de Caçadores 1912 - Guiné, Mansoa

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Mansoa foi a "residência" da CCS e da Companhia de Caçadores 1686, durante toda a comissão na Guiné. A Companhia de Caçadores 1684 cumpriu a comissão em local que já não recordo e a 1685 em Fá e Fajonquito.

Chegados a Bissau a bordo do navio Uíje em 13 de Abril de 1967, as Companhias 1684 e 1685 desembarcaram no dia seguinte e só em 15/04 desembarcaram a CCS e a 1686 que rumaram nesse mesmo dia para Mansoa. Fomos recebido, alegremente, como periquitos (assim tratavam os recém-chegados) pelos rendidos, o Batalhão de Caçadores 1857, que também nesse mesmo dia seguiu para Bissau.

Assim foi iniciada uma comissão que se prolongou por longos 25 meses. Muitos acontecimentos trágicos haveriam de ocorrer. Alguns dos camaradas de chegada, neles encontraram a morte, o mal maior da guerra. Outros ficaram gravemente marcados para o resto das suas vidas. Para o bem e para o mal, aquele espaço (o quartel de Mansoa, na foto) foi a nossa casa. Ali partilhamos o risco, a apreensão, a saudade e a esperança. Ali construímos relações de fraternidade, de cumplicidades, de convívio, de camaradagem.

É verdade que o risco enfrentado por mim foi infímo, se comparado com os operacionais. As situações perigosas por que passei, não foram além das ocasiões de flagelação do quartel, o que já não foi pouco... A minha tarefa era administrativa e de participação na escala de vigilância nocturna ao quartel, o chamado reforço.

Visito frequentemente sítios de ex-combatentes. É com amargura que constato haver ainda quem insista em considerar a guerra colonial como uma epopeia gloriosa. Que ali estivemos a defender os interesses da Pátria.

Esta guerra foi antes uma tragédia que marcou indelevelmente o século XX português - um elevado número de mortos, feridos, mutilados, perturbados (stress pós-traumático), órfãos, viúvas. Foi igualmente uma tragédia para os povos das colónias - não podemos ignorar os seus mortos, feridos, mutilados, torturados, tão humanos quanto os europeus. Prevalece para muitos, uma visão maniqueista - "nós" fomos os bons e os outros os maus, o "inimigo", os "turras"!

Contudo, "nós" eramos o ocupante, representavamos o país opressor, estavamos a mais naqueles territórios! Os interesses que nos obrigaram  a defender não eram os interesses do povo português!

Ocorre-me imaginar um cenário em que uma nave cheia de extra-terrestres aterra neste rectangulo europeu, que é a nossa terra, decidem declarar sua, chamam reforços do seu planeta para assegurarem o seu domínio...

Que fariamos nós, portugueses nesta situação? Certamente, o mesmo que fizeram os povos de Angola, Guiné, Moçambique...

21
Fev13

Viriato Marques (citação)

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"Os governados sempre gostaram de encarar alguns governantes com sarcasmo. Mas estes são tempos de escassez e tragédia. Convidar um homem que nunca escreveu uma linha digna de memória futura, e que só diz trivialidades, para uma conferência do Clube dos Pensadores (!) ou esperar que ele possa encerrar um colóquio sobre o futuro da comunicação social, quando a sua tarefa principal no governo é a de lotear a rádio e televisão públicas, parecem-me dois gestos insensatos. Ficar condoído com o silêncio forçado de Relvas, e esquecer as vozes inteligentes que a sua acção tem afastado do serviço público de comunicação social, parece-me tão despropositado como acusar a poesia erótica de Bocage de pôr em causa as liberdades fundamentais do intendente Pina Manique. Em Berlim, um ministro que plagia uma tese sai do governo em menos de 24 horas. Em Lisboa, um homem cuja vida é um perpétuo faz-de-conta, esgota a agenda política."

20
Fev13

Baptista Bastos (citação)

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"Passos Coelho prossegue na tarefa de demolição a que se propôs. Ignora que não se altera um Estado e as suas estruturas sociais, culturais e morais com contas de subtrair. Galbraith, hoje esquecido, provou-o com os exemplos do nazismo e do fascismo. É impressionante a desfaçatez com que este homem nos mente, falando como quem se dirige a mentecaptos. 17 por cento de desempregados não o comovem nem demovem. Ameaça que a praga não vai parar. Estamos a morrer como pátria, como nação e como povo mas coisa alguma emociona estes macacos sem fé e sem sonhos. Ri, alarvemente, com Vitor Gaspar ("um génio" na expressão dessoutro "génio", António Borges),  e chega a ser comovente o preguiçoso desdém com que Paulo Portas é tratado pela parelha.

Chegados a este ponto, é lícito perguntar: até onde a democracia pode admitir e sustentar estas indignidades? E onde pára o dr. Cavaco?, auto-omitido por natureza, mas obrigado, pelas funções constitucionais, a fazer algo que impeça a ruptura total. E os socialistas, que "socialismo" ambicionam, se é que ambicionam algum "socialismo"? E, depois de Mário Soares o ter colocado na gaveta, não sufocou definitivamente?"

 

O, sempre brilhante, Baptista Bastos, escreve isto e muito mais, na página 9 do DN de hoje.

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