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09
Fev13

O Poilão de Mansoa

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O poilão é uma árvore de grande porte que existe em abundância na Guiné Bissau. Majestosa, sendo que o seu tronco, em geral, de configuração espectacular a torna maravilhosamente bela. É objecto de respeito e de culto para os guineenses.

 

Foi o nome dessa árvore escolhido pelo comandante do Batalhão de Caçadores 1912 - Mansoa, 67/69 - para o boletim policopiado destinado a distribuição aos militares da sua área de comando.

 

POILÃO órgão informativo, assim se apresentava na sua folha de rosto! Não sou capaz de precisar quantas edições teve. Mas sei que, no regresso a Portugal, ou ao "continente" ou "metrópole", como se quiser, acompanharam-me os vários números editados do POILÃO, as cartas que recebi da família, dos amigos e das madrinhas de guerra, fotos e outros papeis. Só que, deliberadamente, acabei por me desfazer de tudo, excepto as fotos e um exemplar da última Ordem de Serviço publicada pelo Batalhão. Foi um erro, reconheço-o hoje - os documentos são sempre preciosos (fala quem profissionalmente veio posteriormente a tratar de centenas de milhar de documentos e "construir" um arquivo) e, decorridos quarenta e cinco anos ajudavam grandemente, já que a memória vai falhando.

Hoje, o único exemplar do POILÃO que possúo, é uma fotocópia do seu número 1, oferecida por um ex-furriel da minha companhia recentemente, editado em Junho de 1967, dois meses depois da chegada à colónia. Neste número há uma saudação do CMDT, tenente coronel Artur Afonso Pereira Rodrigues, e refere-se-lhe como "o nosso jornal", dirige à hierarquia militar "uma sincera e leal saudação", cujo labor, afirma, "conduzirá à vitória final". Também afirma que "viemos da nossa pátria para a nossa pátria (...) as armas apontarão certeiras ao inimigo, que custe o que custar será escorraçado e desmantelado para que o mundo saiba que onde foi Portugal já mais deixará de o ser."

E foi assim que fomos comandados! Para o nosso CMDT, Mansoa era tão portuguesa como Queijas ou Carrazeda de Anseães e ao "inimigo" - os naturais dessa terra - propunha escorraça-los da sua própria terra!

Do conteúdo das outras edições do POILÃO não consigo ter a menor recordação, mas estou convencido que a sua linha, não terá destoado da saudação inicial. Afinal a  "psico" não era praticada apenas junto dos autóctones...

06
Fev13

Assunção Esteves não deu posse à comissão para a reforma do Estado

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A presidente da Assembleia da Republica ameaçou não dar posse à comissão parlamentar eventual para a reforma do Estado, caso não integrasse representantes dos partidos da oposição.

Acontece que, todos os partidos da oposição - PCP, Verdes, BE e PS - recusaram integrar essa anunciada comissão, onde, era bom de ver, a ditadura do PSD/CDS viria a determinar o resultado final: dar o ámen aquilo que o bando que faz de governo mais a troika estrangeira querem levar por diante: Cortar 4 mil milhões de euros nas despesas sociais do Estado.

Hoje, a Drª.Assunção Esteves cumpriu a palavra. Não empossou a dita comissão. E fez muito bem. Aplaudo!

 

Ao contrário da presidente da AR, o Dr Cavaco, sabe-se lá porquê (ou sabe-se mesmo?), não teve problemas em aceitar a indicação de Franquelim para secretário de estado e deu-lhe posse. O Dr. Cavaco ficará na história pelos piores motivos!

 

06
Fev13

...

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O Álvaro, dos pasteis de nata, foi hoje ao parlamento, para prestar esclarecimento não sei sobre quê, e, claro, teve de falar no Franquelim. O Álvaro não tem emenda. O Álvaro é uma nódoa!

04
Fev13

O Franquelim e os comentários

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O Homem continua a dar que falar. A escandaleira é tanta que não há justificação que cale a indignação. Viriato Soromenho Marques publicou hoje no DN a sua crónica habitual e nela aborda o caso Franquelim Alves:

"O caso de um membro de uma associação criminosa, chamada SLN, que aceitou integrar a delegação permanente da troika em Lisboa, e que, erradamente,  se costuma designar por "governo", está longe de ser um exclusivo português. A crise global tem muitas características. É política. É ambiental. É financeira. É económica. Mas aquilo que a distingue é a sua natureza moral. A crise desfaz as máscaras e rasga os véus. Logo em 2008, ficou claro que, desde há décadas, os governos não passavam de obedientes agentes de uma rede de interesses ligados a uma parte do capital financeiro. O Goldman Sachs, com empregados seus em quase todos os executivos do mundo, ficou como símbolo de uma realidade mais vasta. O problema fundamental não reside só em perceber como as nossas democracias são frágeis e ineficazes. O problema é que a gente que manda, os banqueiros e especuladores que vivem acima da lei, nos casos Monte Branco, Libor, e outros, esses homens que, da UE aos EUA, utilizam o crime como ferramenta de trabalho, essa gente manda, mas não é uma elite. Uma elite constitui-se em torno de valores comuns. De uma visão da sociedade. De um projecto de futuro. De uma capacidade de diferenciar o bem e o mal. Uma elite, se necessário, será capaz de se sacrificar pelos valores que protagoniza e pelo mundo em que acredita. (...) Os aventureiros que conduziram a humanidade à actual encruzilhada dolorosa não passam de jogadores que transformaram o mundo num miserável reality show. Tirando o dinheiro, nada neles os distingue da gente vil, medíocre e intelectualmente indistinta que se arranha para participar nesses espectáculos insultuosos para com a condição humana. Quando andarmos pela rua, é preciso ter cuidado. É preciso olhar lá bem para baixo. No meio do pó e da lama, habita a vilanagem que manda no mundo. Cuidado para não tropeçarmos nalgum deles..."

02
Fev13

Franquelim Alves da SLN/BPN promovido a Secretário de Estado!

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Acabo de  ficar a saber que o novo secretário de Estado do empreendedorismo, foi administrador da SLN/BPN (o tal BPN que já "engoliu" perto de quatro mil milhões de euros do erário público), no tempo em que Oliveira e Costas era o seu presidente .

É de pasmar!

Decididamente, este governo  - e este presidente da republica - não têm um mínimo de decoro! Isto é já por cima de toda a folha! Por este andar, qualquer dia ainda temos o Duarte Lima em secretário de qualquer coisa...

02
Fev13

A propósito de uma leitura sobre Leonardo da Vinci

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"Parece-me que todas as ciências não nascidas da experiência, berço de todas as certezas... ou seja, as que na sua origem, meio ou fim não passam por nenhum dos cinco sentidos, são vãs e cheias de erros."

 

Cerca de 350 anos antes da formulação das teses marxistas, assim pensava da Vinci! A experiência, ou seja, a prática origem primeira de todo o conhecimento. É a prática que permite o conhecimento, sensível num primeiro grau, inteligível/racional posteriormente e daí se chega à formulação dos conceitos e da teoria. E de novo a prática (a prática é o critério da verdade, disse Mao). É esta a base da teoria do conhecimento formulada por Marx e Engels, cerca de 1845.

 

Mas Leonardo da Vinci não se fica por aquele pensamento, ele afirma que "A prática deve basear-se sempre numa teoria coerente, da qual a perspectiva é guia e entrada e sem ela não se pode fazer nada bem."

Ou seja, para ele teoria e prática entrelaçam-se. Dando enorme importância à experiência - a prática - ele jamais subestimou a teoria. E foi ancorado nestas duas bases que desenvolveu toda a sua reflexão e criação multifacetada, afirmando-se como um génio, possuidor de um pensamento dialéctico claro:

 

"Consciente de que não consigo lobrigar nenhum objecto de grande utilidade ou prazer, porque os homens que me precederam se apoderaram de todos os temas profícuos e necessários, eu procederei como alguém que, devido à sua pobreza, é o último a chegar à feira e, não sendo de outro modo capaz de se prover, se apodera de todas as coisas que outros viram mas não adquiriram, antes recusaram por serem de pouco valor."

 

Marx e Engels sintetizaram o seu pensamento, nas teses sobre Feuerbach, de forma genial: "Os filósofos não têm feito senão interpretado o mundo de diferentes maneiras; a questão, porém, é transformá-lo!"

 

Interpretar, compreender o mundo objectivo e suas leis é muito importante, indispensável, mas não chega! Seria uma trabalheira para nada! Há, pois que transformá-lo!

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