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23
Mar13

"O que pertence ao povo"

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"O que está em causa em Portugal não é censurar um governo que nunca existiu. A urgência em Portugal não a de baralhar as cartas gastas, para dar de novo. O inadiável em Portugal é permitir que o povo possa transformar a sua revolta em semente política de futuro. Os portugueses têm de ir às urnas para, serenamente, dizerem se querem, ou não, seguir pela estrada de destruição a que conduz a continuação do Ultimato da Troika. O que está em causa, de um lado, é a continuação de um governo de facto, localizado em Berlim e Bruxelas (em Lisboa existe apenas um holograma, vazio de substância), e que está a empurrar a União Europeia para um abismo, onde até a guerra poderá voltar a ser possível. Do outro lado, está o direito de os portugueses reclamarem o que é só seu: a faculdade inalienável de serem a fonte do poder soberano. Uma votação maciça contra a agonia inútil do programa da Troika será a base de um novo contrato social. Será a nova fonte de legitimidade. O governo que vier ficará vinculado por um mandato claro: só será válido um rumo europeu que proteja e alargue as liberdades constitucionais, que garanta e aprofunde os direitos económicos e sociais, incluindo o direito ao trabalho. Ao votarmos esmagadora e pacificamente contra o Ultimato daremos também um sinal de esperança concreta para os outros povos europeus, incluindo o povo alemão. A democracia foi inventada na Europa clássica. A dignidade da pessoa, na Europa cristã. A ideia de que a liberdade é mais forte do que a opressão está no ADN da Europa moderna. Um povo que se une na defesa da dignidade humana e dos direitos de cidadania, será o melhor antídoto que Portugal poderá oferecer a uma Europa intoxicada por uma chanceler que bebeu no leite a pedagogia do terror totalitário."

 

Viriato Soromenho-Marques (artigo no DN)

21
Mar13

àcerca de "descerebrados"

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Há dias, transcrevi neste espaço, um fragmento de um artigo de Paul Craig Roberts sobre a morte de Hugo Chavez. Nesse trecho refere-se a "boa parte da descerebrada população dos EUA". Vejamos neste vídeo o exemplo perfeito de um descerebrado, no caso, um inglês, de uma mente claramente formatada ao jeito que convêm à classe dominante:

 

 



 

20
Mar13

Painel de Azulejos do Mercado do Livramento

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No Mercado do Livramento, em Setúbal, voltou a brilhar o seu imponente painel de azulejos policromos de estilo neobarroco.

Destruído com a derrocada da parede onde estava fixado - derrocada que custou a vida a cinco trabalhadores da construção civil, cujos nomes vão constar de uma placa,no local,  em sua homenagem - foi possível recuperar, peça a peça, cerca de 85% do painel original, tendo, dos restantes, sido feitas réplicas. O painel de 117 metros quadrados, de azulejos, azul e branco, contêm representações de actividades agrícolas e comerciais, e ainda uma vista da Setúbal do início do século XX, é composto por 5.700 peças. Resta dizer que a recuperação/reposição do painel custou 58.739 euros, tendo a Câmara Municipal de Setúbal contado com o apoio da Fundação Buehler-Brockhaus para a sua concretização.

É uma obra de que os setubalenses têm legítimo orgulho.

17
Mar13

Teatro o Bando, Vale de Barrís - Palmela

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Asas grandes de uma

Pesada e escura lucidez,

Penas grossas que

De graciosas só tinham

A habilidade de voar.

 

Eram corvos,

Daquelas aves,

Que por escolherem a sua rota,

Eram sempre uma surpresa,

Quando chagavam.

 

Distintas naquela

Clara consciência de

Não precisarem de agradar.

Artistas, em breve.

(Que por si só são aves raras)

 

Solitárias por um destino

Que troçavam veemente

Mas, unidas por uma escolha...

(Não que a conhecessem deveras)

 

Um bando assim por dizer

 

Voavam juntas

E juntas manchavam os

Céus...

 

O seu voo era contestação

De uma qualquer lei da gravidade

E por isso mesmo, talvez

Não agradassem aos que,

Debaixo,

As viam manchando essa imaculada

Perfeição que era um céu azul

(E tremendamente chato).

 

Aves de presságio desconhecido

(não que importasse conhecê-lo)

Portadoras daquela singular

Dádiva

Que é a mudança.

 

O seu voo não

Parecia ter descanso;

Apenas breves segundos

Paravam em solene

Memória pelos que tinham

Caído.

 

E às crianças

(Porque é melhor quando as há)

A essas ensinavam o manejo

Dessas complexas ferramentas

Que são as asas

E sa estranha

Arte de apontar sem vergonha.

 

Conheço essas aves

Mais velhas que

A minha memória

E ainda me deleito a

Ver os céus tão perfeitos

Que tão perfeitamente mancham.

 

Corvos...

Céus perfeitos...

Demasiadamente perfeitos.

 

(Poema de Nuno Atalaia, dedicado ao bando, por ocasião do seu 32º. aniversário)

 

O Teatro o bando reside em Vale de Barris, Palmela, onde se instalou no ano de 2000. Com um percurso singular, na sua actividade, ininterrupta desde a fundação em 1974, conta com mais de uma centena de produções teatrais e uma itinerância vastíssima que o levou aos mais diversos pontos do país, e a 16 outros países (África, América Latina, Canadá e Europa). Habituou o seu público a uma qualidade insuperável.

A Confraria do Teatro, em actividade, aos sábados - manhã e tarde - até 27 de Abril

16
Mar13

Paul Craig Roberts

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"Dia 5 de Março de 2013, morreu Hugo Chavez, Presidente da Venezuela e líder mundial contra o imperialismo. Os imperialistas em Washington e as prostitutas e prostitutos que os servem na imprensa-empresa e nos think-tank distribuíram alegres suspiros de alívio, como boa parte da descerebrada população dos EUA: foi-se "um inimigo dos EUA".

Chavez nunca foi inimigo dos EUA. Foi inimigo do domínio de Washington sobre outros países, inimigo da aliança que Washington mantêm com as claques governantes pelo mundo, que roubam do povo ao qual negam o sustento e direitos. Foi inimigo da injustiça que Washington semeia pelo mundo, da política externa de Washington, só de mentiras feita, de mentiras, de agressões militares, de bombas, de invasões.

Washington não é os EUA. Washington é a cidade natal do diabo."

 

Extracto de um artigo que pode ser lida na íntegraem resistir.info

13
Mar13

No Vaticano mudou a Mosca...*

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Os cardeais católicos apostólicos romanos escolheram hoje o novo chefe de estado do Vaticano (anúncio Há cerca de 2 horas, seguido da respectiva apresentação). Cardeais, homens de carne e osso, alguns corruptos, outros serão outras coisas, se tivermos em conta as mais recentes revelações,  e, contudo, a decisão é atribuída ao espírito santo... A escolha recaiu no cardeal Jorge Bergoglio, de Buenos Aires, que vai passar a chamar-se Francisco.

Uma referência a esta papa "Chico", segundo a gíria popular portuguesa, e se bem percebi, é a sua oposição à presidente Cristina Kirchner, da Argentina, seu país de origem. A ser assim, é um papa que destoa dos ventos que sopram na América Latina - ventos de mudança, de afirmação da soberania dos povos e de independência, de emancipação social.

 

 Da RTP, lá tivemos a Drª. Fátima Campos Ferreira a fazer a cobertura, que já dura há umas semanas, com crónicas sobre tudo e sobre nada. Gritou que se fartou. Fez-me lembrar a sua profecia debitada aquando da abalada de Bento XVI de Lisboa: Quem chegou a Portugal foi Ratzinger mas quem parte é outro papa! Isto, foi assim mais coisa menos coisa.

 

*Que me perdoem os católicos, mas é o que penso da mudança, porque nesta instituição marcadamente conservadora (e reaccionária) podem mudar as moscas mas tudo continua na mesma.

12
Mar13

O Fascinante Mundo do Cérebro

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Em Maio de 2008 li Uma Paixão Humana O seu Cérebro e a Música, de Daniel J. Levitin. a leitura proporcionou-me momentos de grande fascínio e aprendizagem numa área que desconhecia. De então para cá, tenho prestado particular atenção a questões relacionadas com o tema do livro.

Hoje tomei conhecimento de novas teses acerca da forma como o cérebro "trata" a música. Dizem (Roberto Zatorre) que recebe a música como uma droga. Isto precisa ser melhor esclarecido/explicado, embora, eu, perceba a ideia. Para aprofundar o assunto, vai realizar-se em Lisboa, a 25 de Maio pf,  uma Conferência sob o tema A Música, a Poesia e o Cérebro, na qual participará, entre outros neurocientistas, o português António Damásio. Aguardo com curiosidade as suas conclusões.

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