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divagares

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27
Abr13

"Um dia os réus serão vocês"

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Teatralização do julgamento de Álvaro Cunhal no tribunal fascista, que teve lugar de 2 a 9 de Maio de 1950. Havia sido preso pela PIDE, no Luso (com Sofia Ferreira e Militão Ribeiro)  e estava sujeito às mais inumanas condições prisionais, nomeadamente em rigoroso isolamento.

Estreou em Almada no dia 25 de Abril, onde permanece até domingo, sendo representado, de seguida, um pouco por todo o país. Este, foi o último projecto de Joaquim Benite, que deixou incompleto, quando a morte o surpreendeu, projecto depois continuado por Rodrigo Francisco e conta com a interpretação do actor Luís Vicente.

É uma obra diferente - cerca de 70% do texto é do próprio Álvaro Cunhal, da sua defesa no tribunal plenário. Defesa que foi um rigoroso libelo acusatório contra o salazarismo:

"O nosso povo pensa que, se alguém deve ser julgado por tais crimes,, então que se sentem os fascistas no banco dos réus, então que se sentem no banco dos réus os actuais governantes da nação e o seu chefe, Salazar."

Outro aspecto é a actualidade da sua intervenção perante o tribunal, passados 63 anos:

"Nós queremos que a economia seja libertada do domínio dos imperialistas estrangeiros. Nós queremos que a nossa indústria, a nossa agricultura, trabalhem para o bem do nosso povo e não para os cofres da city e Wall Street. Nós queremos que os recursos naturais sejam aproveitados para o apetrechamento industrial e técnico, para o desenvolvimento geral do país, e não como hoje sucede (...) Nós queremos que a política seguida em Portugal seja efectivamente portuguesa, seja determinada pelos interesses da maioria da população portuguesa e não por um ínfimo punhado de multimilionários que se tornam cúmplices dos imperialistas estrangeiros nos conselhos de administração das grandes companhias"

Este último trecho, 63 anos depois de ser expresso e 39 anos depois do 25 de Abril, se comparado com a actual realidade portuguesa, dá que pensar. Por isso, acordar está na hora!

O actor Luís Vicente

26
Abr13

"Governo e Cavaco, são farinha do mesmo saco!"

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O Aníbal Thomaz, perdão, o Aníbal Cavaco Silva, amigo dos criminosos do BPN, auto-sagrou-se ontem, despudoradamente, como o presidente da direita reaccionária e do capital financeiro.

Não é que, desde sempre, isso não estivesse claro. Só que ontem ficou claríssimo! E, aproveitou para o fazer, o 25 de Abril, que odeia!

É uma anedota, que os portugueses não merecem. Por isso mesmo, há muito que bateu todos os recordes de impopularidade junto dos seus concidadãos. Nunca, depois do 25 de Abril um Presidente da Republica foi tão repudiado pelo cidadão comum.

26
Abr13

Luís Veiga Leitão, Ser

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Vir à luz em partos duros

ser erva rasgando a pele

granítica dos muros.

Viver em grades desterros

e ser um raio de sol

por entre os ferros.

E quando tudo se for

morrer pela madrugada

com a raiz de uma flor

na mão cerrada.

24
Abr13

Memória do 25 de Abril

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Homenagem ao 25 de Abril e às Nacionalizações é uma imponente obra, em aço, da autoria de Virgílio Domingues, Rodrigo Ollero e António Trindade, construída por trabalhadores da Setenave. Está implantada na praça de Portugal, em Setúbal. O Cubo da estabilidade, as bandeiras da liberdade,

e a palavra ABRIL, no seu topo.

23
Abr13

14 de Abril:30 mortos no Afeganistão (8 crianças)

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Diz-se que foi um drone - americano, pois claro! - que matou no Afeganistão, dia 14 de Abril de 2013, 30 pessoas, das quais 8 eram crianças. Celebravam um casamento. Os "polícias do mundo" desconfiaram que estavam num acto terrorista!

No mesmo dia, Boston foi palco de 4 mortes (mais 1 abatido pela polícia) no final da célebre maratona. Está por esclarecer quem foram os autores. Faltam muitos esclarecimentos sobre o sucedido. Não esqueçamos de que NEM SEMPRE O QUE PARECE É! E não faltam referências a outras evidências! é só pesquisar na NET...

Da tragédia de Boston falou-se até à exaustão. Com subserviência. E os minutos de silêncio sucederam-se pelo mundo fora.

E daquela outra tragédia, uma de muitas no Afeganistão, quem falou? Quem lamentou, Quem homenageou?

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