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17
Ago13

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"Vivemos uma situação muito perigosa, porque cada vez mais estamos a suprimir o factor humano e porque dependemos cada vez mais dos computadores. (...) Não é que eu seja contra as tecnologias, nunca fui. Sou é contra o uso que certas pessoas fazem delas. (...) Claro que os computadores vieram facilitar-nos a vida e trouxeram muitos benefícios, mas também acarretam vários perigos e penso que mais tarde ou mais cedo as pessoas se aperceberão disso. É errado tornarmo-nos demasiado dependentes dos computadores. Não devíamos pôr a nossa vida nas suas mãos, como muitas vezes fazemos. Por outro lado, há pessoas que têm a ilusão de que os computadores as tornam mais inteligentes ou mais talentosas. Ora, isso não é verdade."

 

Estas palavras de Vangelis, constam de uma entrevista que deu em 2001 ao jornalista Jorge Lima Alves. Li a entrevista quando foi publicada. Ocasionalmente, o recorte passou hoje de novo pelas minhas mãos.

14
Ago13

Festival Internacional de Teatro, de Setúbal

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Pela 15ª. vez o TEF - Teatro Estúdio Fontenova - promove a Festa do Teatro em Setúbal. É o Festival Internacional de Teatro de Setúbal, de 25 a 31 de Agosto. O TEF, os franceses Dos à Deux e os Artistas Unidos (Lisboa), mais outras expressões artísticas terão lugar nos sete dias de duração do Festival. da Festa! No belo Fórum Luísa Todi e noutros locais da cidade.

12
Ago13

A Obra literária de Manuel Tiago segundo Urbano Tavares Rodrigues

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"A vida, o pensamento e a obra de Álvaro Cunhal-Manuel Tiago são quase indissociáveis, a tal ponto se interpenetram, se misturam, se alimentam reciprocamente.

A obra literária, se é por um lado a expressão de um escritor que, como tal, anseia representar o mundo, sentimentos, ideias e sensações, formas, cores, actos e sonhos, tornando-se por outro lado, como encenação e transformação do vivido (dos passos do autor pela existência), instrumento de luta pela liberdade e pela revolução, pela construção do socialismo. A existência de Álvaro Cunhal foi, desde o fim da adolescência, vivido dentro do Partido Comunista. Após o triunfo da democracia sobre o fascismo em 1974, teve ele ocasiões múltiplas de conhecer melhor o mundo exterior, não só da sua maior afeição, o povo trabalhador, mas até inúmeras figuras proeminentes de outros partidos e forças sociais e personalidades estrangeiras de diversos quadrantes, o que sem dúvida enriquece a sua cosmovisão"

 

"Em Cinco Dias, Cinco Noites, ele retira da sua paleta efeitos tão belos e universais como os que fazem dessa novela uma pequena obra-prima, em que o passador da fronteira e o jovem revolucionário se medem e quase se confrontam na sua diferença para se irmanarem no minuto final. E, em A Casa de Eulália, consegue Manuel Tiago-Álvaro Cunhal, a partir do mesmo ângulo de visão partidária, objectivando, é certo, numa narrativa heterodiegética, alguns quadros inesquecíveis da guerra civil de Espanha, do heroísmo das milícias republicanas, da crueza da batalha de Guadarrama, dos desolados campos de Castela, cenários de combates desesperados e de sofrimento infinito em que ele próprio (autor) esteve, de olhos bem abertos para a tragédia e para o poder da vontade humana de conseguir a mudança."

 

"Se a literatura, entre muitas outras coisas, é também história de uma época, do pequeno acontecer que molda criaturas e vidas singulares integradas no sonho colectivo, será literatura da melhor a que Manuel Tiago nos dá em A Casa de Eulália, desde o assalto dos republicanos ao quartel da Montanha ao princípio da derrocada de Madrid. As suas personagens experimentam pulsões avassaladoras, conhecem a fraternidade e o ódio, a clemência, o ciúme,  o desejo e o amor.

No entanto, é na sua obra mais trabalhada e mais rica de cambiantes, mais densa e mais extensa, Até Amanhã, Camaradas, que Manuel Tiago-Álvaro Cunhal atinge o seu melhor. Por vezes, pelos rápidos descritivos da natureza e dos espaços socializados, pela incisiva caracterização física e moral dos personagens, por meio de pormenores muito marcantes, lembra-nos o André Malraux de A Esperança, livro que toda a sua geração leu e discutiu. Mas só nisso."

 

"Até Amanhã, Camaradas é um cosmorama da vida portuguesa desse período em pequenas cidades, vilas, campos e aldeias, não só um documento sobre os hábitos de alimentação, convívio, diversões e condições de trabalho como até sobre as reacções das populações ao pulsar do país, aos acontecimentos lá de fora, filtrados pelas várias censuras. Autêntico filme literário da construção de um exército de sombras, que são seres humanos, com suas fragilidades, peculiaridades de feitio, quebras de energia e teimosas reviravoltas confrontos de visões sobre a acção adequada, a melhor táctica para cada momento."

 

Extractos de um artigo publicado no jornal Avante! há já bastantes anos.

11
Ago13

Escoural - Apresentação dos candidatos da CDU

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Hoje às 18.30 no Escoural, no Largo da Fonte, foram apresentados os candidatos da CDU à Assembleia de Freguesia, cuja lista é encabeçada por Duarte Luz. Pouco antes, os candidatos foram igualmente apresentados em São Brissos e Casa Branca, localidades da Freguesia.

A CDU é tradicionalmente a força maioritária na Freguesia do Escoural, a minha terra.

11
Ago13

Estórias Alentejanas

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Nesta prosa muitas vezes metafórica, em que cristaliza o meu Alentejo interior, há um referente - o meu Alentejo exterior, conformado até Abril pela miséria e pela revolta, pela injustiça e pela grandeza, pela dor e pela fraternidade e que tem sido sempre o único terreno onde todas as minhas interrogações, inseguranças de escritor (de homem problemático) se desfazem na certeza da luta necessária e urgente.

Alentejo é o sangue que me corre na esperança.

E, de novo, , hoje o Alentejo é trágico. E com ele estou, atento e perfilado na sua luta até à grande luz da vitória, ou até ao fim dos dias da minha contingência humana.

 

Urbano Tavares Rodrigues

10
Ago13

De escândalo em escândalo. Até quando?

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Bem pode o Coelho (e o Cavaco mais a sua Maria) pôr as mãos e rezar. Mesmo depois da saída do Franquelim e do Pais Jorge, com a companhia de criaturas como a dona Maria Luís, o senhor Machete, etc., não há santa que lhe valha! Os pormenores dos negócios do actual MNE, com o BPN/SLN do seu camarada Oliveira e Costa, reforçam o que já se sabia há muito: A cambada que está no governo não merece a confiança do país. Não há Lomba nem briefing que os salve.

09
Ago13

Urbano Tavares Rodrigues, 1923 - 2013

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Professor universitário, um dos mais singulares escritores portugueses. Sempre solidário com os seus concidadãos mais humildes. Pugnou sempre pela justiça social, pela liberdade, pela democracia, pela Paz. Militou no PCP até à morte.

Um Homem vertical que nos deixou aos 89 anos. Ficou connosco a imagem do Homem inteligente, sensível, generoso, tolerante. Ficou connosco a sua notável e vasta obra literária, recheada de personagens inesquecíveis, de descrições sublimes de pessoas e coisas, de situações e ambientes. Uma obra humanista em que a prosa é, toda ela, de uma beleza poética, seja no ensaio ou na ficção.

07
Ago13

Ciclismo - a Volta

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Alves Barbosa

 

Como vem sendo nos últimos anos, teve inicio hoje, não a Volta a Portugal em Bicicleta, mas a Volta ao Norte e Centro de Portugal em Bicicleta. Esta é uma modalidade que, a par do atletismo e da natação, tem a minha enorme simpatia. Ainda criança, a volta sempre despertou em mim uma particular atenção e acompanhamento. Os seus campeões foram meus heróis. Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e Marco Chagas. Depois, talvez resultado da idade, mais contido, os heróis foram sendo substituídos pela beleza da modalidade, sendo a volta a França - le tour - o ponto alto, seguido diariamente pela televisão, com a "companhia" do grande Marco Chagas e os seus esclarecidos comentários. Desejo a todos os participantes na volta os maiores sucessos.

 

Joaquim Agostinho

Marco Chagas

06
Ago13

A Rainha da Noite

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Todos conhecem a ária A Rainha da Noite, da ópera A Flauta Mágica, do genial Mozart em parceria com Emanuel Schikaneder - esta ópera é um monumento na História da música! É sempre uma experiência fabulosa escutar A Rainha da Noite. A voz é de Diana Damrau:

Não deixa de ser interessante uma versão apenas instrumental, em que a trompete (de Alison Balson) substitui a voz.

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