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14
Fev14

SONHEMOS!

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(Nesta foto o poeta aparece no meio de trabalhadores alentejanos, numa jornada de solidariedade e defesa da reforma agrária)
José Gomes Ferreira foi alvo de um interessante artigo de Domingos Lobo, publicado no jornal Avante! de 13/02/14. Aí é publicado um poema magistral do Zé Gomes Ferreira. Aqui se transcreve:
Há quem julgue que nos venceu
só porque estamos para aqui famintos e nus,
de novo sem terra nem céu
a apanhar do chão,
às escondidas do luar,
os frutos proibidos
Mas não.
Temos ainda uma arma de luz
para lutar:
SONHAMOS
... enquanto os outros, os traidores,
sem lutas nem cicatrizes
entregam a terra ao resto dos gamos
e douram os olhos dos velhos senhores
com voos de perdizes...
Sim, sonhamos.
E o sonho quem o derrota?
- mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão
Sim, camaradas, sonhamos
SONHEMOS!
13
Fev14

Aconteceu em Villanueva del Fresno!

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Foi em 13 de Fevereiro de 1965. Uma cilada da PIDE tem como consequência a morte daquele que arrastou multidões em pleno fascismo e, por isso, ficou conhecido como o General sem medo e pela frase "Obviamente demito-o!".
Consigo foi também abatida a brasileira sua secretária, Arajarir Campos.
Foi mais uma crime do fascismo que ficou impune.
11
Fev14

Recordando Pete Seeger

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Em 1955, no Macartismo, quando era interrogado
Recentemente desaparecido, dele, disse Ruben de Carvalho: "Pete Seeger era um homem claramente de esquerda. Jamais iludiu a sua proximidade do Partido Comunista dos EUA, perturbada pelo XX Congresso do PCUS e pelos acontecimentos da Hungria em 1956, mas nunca o afastou de uma postura de solidariedade com os comunistas que prosseguem a difícil intervenção no ventre mesmo do mais agressivo capitalismo."

ey nós vamos vencer, nós vamos vencer

Que nós vamos vencer um dia

Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio

Que nós vamos vencer um dia


Bem, andaremos de maos dadas, andaremos de maos dadas

Que nós andaremos de maos dadas um dia

Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio

Que nós andaremos de maos dadas um dia


Bem, viveremos em paz, viveremos em paz

Que viveremos em paz um dia

Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio

Que viveremos em paz um dia


Bem, não estamos com medo, nao estamos com medo

Que nós vamos vencer um dia

Sim bem aqui em meu coração, eu tenho fé

Que nós vamos vencer um dia


Hey nós vamos vencer, nós vamos vencer

Que nós vamos vencer um dia

Querida aqui em meu coração, eu realmente creio

Que nós vamos vencer um dia

Que nós vamos vencer um dia




07
Fev14

Fome Nunca Passámos Tanta!

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Durante o regime fascista existia uma sigla - FNPT -que correspondia a Federação Nacional dos Produtores de Trigo. Como se perceberá, tal sigla era inscrita nas sacas de juta em que se transportava o trigo, quer das eiras para os silos da dita Federação, quer desses silos para as moagens.

Na minha terra alentejana - o Escoural - abundava a produção de trigo e sempre havia meios de se desenrascar uma saca. Tais sacas constituíam para muita gente um agasalho para proteger do frio e da chuva (sobretudo antes do aparecimento dos plásticos), como carapuço, em muitos casos como manta, na cama. E no trabalho era para toda a gente o colchão em que, no verão, dormiam a sesta após o jantar (assim se chamava a segunda refeição da jornada diária de trabalho, de sol a sol).

A imaginação dos trabalhadores era (continua a ser) ilimitada. Daí, que depressa a sigla teve uma outra leitura bem adequada à vida de exploração extrema de que eram vítimas: Fome Nunca Passámos Tanta!

Esta imagem mostra o fogão, local onde uma (ou um) trabalhadora cozia a comida que cada um levava na sua panela
06
Fev14

Curta. O Assalto

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O governo não tem legitimidade para se comportar como se fosse dono do país! Até quando os portugueses e as portuguesas permitem a actual exorbitância criminosa? Por este andar, qualquer dia ao acordarmos, nós constatamos que vivemos num território vendido a um qualquer grupo económico! É este o desabafo que me sugere este filme.

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