Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

divagares

divagares

19
Abr14

Adeus Gabriel Garcia Marquez

divagares
Morreu um dos mais importantes escritores de todos os tempos. Lugar comum? Seja. Mas é um dos meus preferidos. Foi igualmente um Homem que se identificou com os ideais de libertação da exploração e opressão dos Povos. Soube ser um verdadeiro embaixador dos Povos latino-americanos.
Li com prazer quase todos os seus livros. Criou personagens que jamais esquecerei. Costumo dizer que, se me condenassem a viver o resto dos meus dias numa ilha deserta e me permitissem levar meia dúzia de livros, um deles seria indiscutivelmente Cem anos de solidão.
Adeus Gabriel Garcia Marquez.
19
Abr14

Ser pensionista, (ou reformado) em Portugal, hoje

divagares

Sou pensionista, durante toda a vida descontei, nunca aceitei empregos com ordenados por fora e só pedi a reforma já tinha passado a data em que me podia reformar. Agora sou tratado como um inútil, um parasita do país, um fardo pesado para a geração mais nova a quem paguei as escolas, a modernização do país, as estradas e os hospitais. Agora consideram que não tenho qualquer direito à pensão e por isso cortam nela sempre que precisam de dinheiro para o BPN ou para financiar os colégios privados.

 

(recebido por correio electrónico. Uma afirmação que se aplica integralmente à minha pessoa)

15
Abr14

Palavras de Domingos Abrantes

divagares

"Os meus irmãos trabalhavam. Só faltava eu*. Na fábrica havia alguma influência do Partido. Tinha um mestre que dizia: não percebo nada de política. Não sei o que é o comunismo. Mas se os capitalistas não gostam do comunismo, o comunismo é capaz de ser bom para a gente.

*Começou a trabalhar na fábrica aos 11 anos.

 

12
Abr14

Conceição Matos e Domingos Abrantes

divagares
"Aquilo é passado. Interviemos numa revolução, vimos o resultado de uma luta. A realização de um sonho ajudou a superar o que correu mal. O 25 de Abril restitui-nos a vida. Passamos a ser um casal normal. Vamos ao cinema, aos comícios, temos convivências, vemos a família. Um revolucionário, a sua alegria é o empenhamento. Fomos felizes à nossa maneira, nesta batalha."
(Palavras ditas a propósito da sua vida na clandestinidade durante o fascismo)
11
Abr14

O Canto e as Armas

divagares

 

Poearma

 

Que o poema tenha rodas motores alavancas

que seja máquina espectáculo cinema.

Que diga à estátua: sai do caminho que atravancas.

Que seja um autocarro em forma de poema.

 

Que o poema cante no cimo das chaminés

que se levante e faça o pino em cada praça

que diga quem eu sou e quem tu és

que não seja só mais um que passa.

 

Que o poema esprema a gema do seu tema

e seja apenas um teorema com dois braços.

Que o poema invente um novo estratagema

para escapar a quem lhe segue os passos.

 

Que o poema corra salte pule

que seja pulga e faça cócegas ao burguês

que o poema se vista subversivo de ganga azul

e vá explicar numa parede alguns porquês

 

Que o poema se meta nos anúncios das cidades

que seja seta sinalização radar

que o poema cante em todas as idades

(que lindo!) no presente e no futuro o verbo amar.

 

Que o poema seja microfone e fale

uma noite destas de repente às três e tal

para que a lua estoire e o sono estale

e a gente acorde finalmente em Portugal.

 

Que o poema seja encontro onde era despedida.

Que participe. Comunique.E destrua

para sempre a distância entre a arte e a via.

Que salte do papel para a página da rua.

 

Que seja experimentado muito mais que experimental

que tenha ideias sim mas também pernas.

E até se partir uma não faz mal:

antes de muletas que de asas eternas.

 

Que o poema assalte esta desordem ordenada

que chegue ao banco e grite: abaixo a pança!

Que faça ginástica militar aplicada

e não vá como vão todos para França.

 

Que o poema fique. E que ficando se aplique

a não criar barriga a não usar chinelos.

Que o poema seja um novo Infante Henrique

voltado para dentro e sem castelos.

 

Que o poema vista de domingo cada dia

e atire foguetes para dentro do quotidiano.

Que o poema vista a prosa de poesia

ao menos uma vez em cada ano.

 

Que o poema faça um poeta de cada

funcionário já farto de funcionar.

Ah que de novo acorde no lusíada

a saudade do novo o desejo de achar.

 

Que o poema dia o que é preciso

que chegue disfarçado ao pé de ti

e aponte a terra que tu pisas e eu piso.

E que o poema diga: o longe é aqui.

10
Abr14

Imagens do convívio do Batalhão de Caçadores 1912

divagares

Conforme foi divulgado neste espaço, realizou-se no passado sábado, 05 de Abril, em Grândola o convívio anual dos elementos que pertenceram ao Batalhão de Caçadores 1912, que esteve na Guiné em 1967/1969. Do evento, por aselhice do fotografo não ficou registado em imagem o conjunto dos presentes. Foi por iniciativa de um amador que os elementos da CCS posaram para a fotografia, e mesmo assim, por outra aselhice, não foi notada a falta do Lourenço José Pincel... Então, publico a foto de grupo e uma outra foto em que está o Lourenço.

Uma nota final: segundo os organizadores, em 2015 o pessoal voltará a encontrar-se na Póvoa de Santa Iria.

Cachochas, Bico, António Luís dos Santos/"Patilhas", Chaves, Gavina, Borralho e Manuel Arcos,
e o Pincel, que fez o pão que comemos durante os 25 meses de Guiné, e apareceu pela primeira vez nos nossos convívios.
06
Abr14

A propósito do 25 de Abril

divagares
"Curar da democracia de tanto bolor antidemocrático é fazer-se em 2014 a revolução de 1974. A história não se repete, mas com outras indumentárias, a moda do 25 de Abril de 1974 tem de ter lugar. Até porque é a mesma, em todas as estações."
Januário Torgal Ferreira, bispo da igreja católica

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Em destaque no SAPO Blogs
pub