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14
Ago14

Festa do Avante em exposição

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Neste ano em que vai realizar-se a 38ª. Festa do Avante, a DORS realiza uma exposição, aberta ontem, no espaço do r/c do Edifício Arrábida, em Setúbal.

As EP's e os cartazes; os programas e os catálogos das bienais de artes plásticas; as programações desportivas e do Avanteatro; os roteiros gastronómicos e de vinhos; os projectos de implantação e os cartões de serviço; materiais de venda alusivos à Festa. Tudo isto e muito mais é mostrado nesta iniciativa. Aberta à visita do público em geral.

13
Ago14

Antimonumentos

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a ficha
Esta e muitas outras esculturas de Virgílio Domingues, doadas à cidade de Setúbal, podem ser vistas na exposição patente no antigo Banco de Portugal, na nossa cidade. Do escultor disse Rui Mário Gonçalves: "como o mais coerente e persistente, desde o final dos anos 50”, época em que a obra de Virgílio Domingues era uma “representação desproporcionada de partes do corpo humano”, proporcionando uma forma de “reentender a estrutura anatómica, exaltando-lhe a essencialidade."
09
Ago14

Um pavão de Évora

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Este registo já tem alguns anos. Foi obtido no jardim público de Évora, nas ruínas situadas nas imediações do palácio D. Manuel. Aí existe uma pequena colónia de pavões que se passeia livremente pelo jardim.
08
Ago14

Custódio Pinto e a História recente de Setúbal

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O senhor Custódio Pinto é colaborador do jornal O Setubalense. Geralmente presto atenção às suas crónicas. Hoje, foi publicado um texto seu sobre as fábricas de conservas, tão importantes ao longo de décadas, e hoje não existe uma única. Atrevo-me a transcrever o último texto do senhor Custódio publicado naquele jornal:

 

"Isto vem a propósito da demolição de alguns edifícios de fábricas de conservas na estrada da Graça, que me fez recuar no tempo em Setúbal que chegou a ter cerca de uma centena de fábricas e hoje não tem nenhuma. Porquê?

Nessa altura, eram a principal indústria de Setúbal, juntamente com a Sécil e a Sapec, pois a cidade vivia à base destas três indústrias.

Quando não havia peixe, as fábricas não trabalhavam por falta de matéria-prima e quando essa crise coincidia com a quadra do Natal e da Feira de Sant'Iago era uma miséria e uma tristeza. Mas quando havia peixe e com as fábricas a laborar em pleno, a imagem era outra tanto para os operários como para o comércio em geral, igualmente nas quadras festivas.

Ainda me recordo com saudades dos nomes de algumas fábricas de conservas, litografias, de empresas de adubos e as estivas: Fábrica Prienes; J. Antunes Fragoso; Francisco Alves &  Filhos (Estrela do Sul); Viegas & Lopes; António Alonso (Espanhois do Bonfim); Lopez & Valeras; Gandara Haz Rabago; Soc. Conservas Atlas; Lino da Silva; L. Branco; Veiga; Gargalo; Tenório & Madeira; Alves Mendanha (Aurora); Algarve Exportador; Mariano Coelho; Unitas; Société de Conservas de Setúbal; Délori; Saupiquet; Silvas e Silvas; Supremo; Forreta; Janelas Verdes; Marques Neves; União Industrial de Conservas; Fábrica de Conservas Poquer; Nascimento & Ramos (Fábrica Lé Lé); Santarém & Palhão; P. Monteiros; Fábrica Estrela; e Vasco da Gama.

E depois havia as litografias que faziam todo o tipo de latas de folha de Flandres: Empresa Cooperadora da Indústria de Conservas; Sociedade Mecânica Setubalense; Astória; Sol - Soc. Outão Lda; Litografia Sado. Por fim, as empresas de adubos que faziam as farinhas de peixe e derivados, como a Soc. de Adubos Vale da Rosa e a Adubos Luís Garcia (Sangue Forte), e as estivas que eram instalações fabris que preparavam e conservavam o peixe em salmoura em barricas, principalmente o biqueirão para as anchovas, e que ainda me lembro das seguintes: O Bonifácio Lázaro, Soc. Triangular de Anchovas Lda e da Fábrica de António Alonso.

(...)

Naquele tempo, os trabalhadores só trabalhavam e ganhavam quando as fábricas tinham peixe e, quando assim sucedia, as fábricas tinham duas modalidades para chamar os operários: a sirene, e quando a ouviam sabiam logo de que fábrica era; e a outra, um operário de bicicleta ia às casas avisar que a fábrica tinha peixe. Quem visitar a antiga fábrica Prienes, hoje um museu, pode ver em exposição, além da maquinaria e utensílios desta indústria, o homem da bicicleta.

A fábrica Prienes, depois de desactivada, teve o edifício à venda com vários pretendentes e boas ofertas. Mas os herdeiros, de origem francesa, preferiram vender à Câmara de Setúbal por um preço mais baixo, com a finalidade de enriquecer o património da cidade com mais um museu histórico para perpetuar a extinta indústria de conserva de Setúbal. É de louvar este gesto da família Prienes pelo reconhecimento que tem por Setúbal.

Viva Setúbal" 

07
Ago14

Pavões

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Na nossa sociedade, "pavões" é o que não falta por aí... Pavões, de verdade, não haverá muitos e é pena porque são uma espécie majestosa. O meu cunhado António tem-se esforçado por criar os seus pavões. Aplica à tarefa todo o desvelo mas não tem obtido sucesso. A fêmea põe os ovos. E tem "marido" mas, para frustração do António, o resto não acontece.

Os exemplares das fotos são residentes do castelo de S. Jorge, em Lisboa:

 

05
Ago14

Maria Teresa Horta

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Fim de dia de uma operária grávida

 

Sente o peso do filho

na barriga

As costas leva curvadas

 

Nas pernas vê a varizes

Vê as mãos 

que traz inchadas

 

(A casa! Chegar a casa!)

 

E vai andando apressada: empurrando o corpo

lento

devorado de cansaço

Com um desespero manso e firme a entrar-lhe

pelos braços

 

(A casa! Chegar a casa?)

 

E a cama desalinhada?

E a comida por fazer?

E a louça não lavada?

 

Na fábrica ficou a máquina

na oficina o ruído

a obra já acabada

 

Mas ainda falta a casa

Com a sua vida a cumprir:

        varrer

        panelas

        jantar

 

E a roupa do marido

toda ainda por lavar

 

(A casa! Chegar a casa...)

 

A que horas vai poder

deitar-se para dormir?

Num sono de se esquecer...

 

A que horas vai poder?

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