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13
Jan15

A Mancha da hipocrisia e do cinismo

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os verdadeiros responsáveis.png

(...)quem se sentiu genuinamente revoltado com o atentado contra o Charlie Hebdo tem a obrigação de estar estomagado, ofendido e indignado com tanta solidariedade: do colonialista Hollande, que todos os dias perpetra atentados na Líbia e no Mali, a Rajoy, que hoje mandou prender 16 activistas que lutam pelos direitos humanos dos presos políticos bascos, passando por Passos Coelho, que em Portugal se ocupa do extermínio da liberdade de ir ao médico e aprender, sem esquecer Sarkozy, que também é Charlie e põe ciganos em campos de concentração, incluindo Cameron, que defende a liberdade da polícia de choque se expressar livremente contra os manifestantes, já para não esquecer o genocida Netanyahu, que não julgava possível tamanha barbárie e mortandade como em Paris... ou Merkel, paladina dos direitos e das liberdades, nomeadamente o direito à miséria e a passar fome, o direito de ter de aceitar viver e trabalhar indignamente para sobreviver e ainda o direito a estar caladinho.

O texto pertence ao artigo de António Santos, que pode ser lido na integra em MANIFESTO 74.

 

10
Jan15

Paul Éluard: do poema A Morte o Amor a Vida

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(...)

A floresta dá segurança às árvores
E as paredes das casas têm uma pele comum
E as estradas cruzam-se sempre
Os homens nasceram para se entenderem
Para se compreenderem para se amarem
Têm filhos que se tornarão pais dos homens
Têm filhos sem eira nem beira
Que hão-de reinventar o fogo
Que hão-de reinventar os homens
E a natureza e a sua pátria
A de todos os homens
A de todos os tempos.

08
Jan15

Paris: Há que não ignorar responsabilidades!

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Paris.jpg

Os autores da mortandade de Paris saíram das entranhas de organizações criadas e financiadas a peso de ouro, instigadas, armadas e treinadas pelos governos do chamado  Ocidente ("civilizado" e "democrático" e cristão) - União Europeia, EUA e o seu braço armado a NATO - para espalhar destruição e morte. Foi o que aconteceu  ( e continua acontecendo) na Líbia, na Síria, na Ucrânia. E os dirigentes desses mesmos governos (os Hollande com Sarkozy pela arreata, Cameron, Merkel, Obama e até os seus cúmplices periféricos não prescindiram de marcar presença fazendo coro com aqueles) perfilam-se agora, compungidos a declarar condolências e condenação do crime monstruoso. Pura hipocrisia! Certamente ao mesmo tempo já congeminam, sem olhar a meios, os passos a dar por forma a apoderarem-se das riquezas naturais que lhes interessam, convencido que o planeta lhes pertence.

Estes são factos que não podem ser ignorados.

07
Jan15

Paris: absolutamente condenável!

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EdwardSaid.jpg

Os lendários arabistas do Departamento e Estado denunciam os planos árabes de conquista do mundo. Os pérfidos chineses,  os indianos seminus e os muçulmanos passivos são descritos como abutres que assolam a "nossa" generosidade, e são amaldiçoados quando"os perdemos" para o comunismo ou para os seus próprios instintos orientais não regenerados: a diferença quase não é significativa.

Essas atitudes orientalistas contemporâneas inundam a imprensa e a mente popular. Os árabes, por exemplo, são vistos como lascivos venais montados em camelos, terroristas e narigudos cuja riqueza não merecida é uma afronta para a verdadeira civilização. A presunção de que o consumidor ocidental, embora pertença a uma minoria numérica, tem o direito de possuir ou de gastar (ou ambos) a maioria dos recursos mundiais está sempre a vir ao decima. Porquê? Porque o consumidor ocidental, ao contrário do oriental, é um verdadeiro ser humano. Não existe hoje melhor exemplo daquilo a que Anwar Abdel Malek chamou "hegemonismos das minorias ricas" e do antropocentrismo aliado ao eurocentrismo: uma classe média branca ocidental que acredita ser prerrogativa humana sua não apenas administrar o mundo não branco,mas também possuí-lo, apenas porque, por definição, esse mundo não branco não é tão humano quanto "nós" somos. Não há exemplo mais puro de pensamento desumano do que este.

É um fragmento que retirei de uma obra de Edwar Said, lançada em 1978, e publico a propósito do massacre (a todos os títulos condenável) ocorrido hoje em Paris. Enquanto fazemos o luto, não perdemos nada em reflectir mais profundamente nas causas que conduzem à barbárie. É elementar que se recuse, a pretexto de um acto extremista, a generalização do ódio ao "outro". E, antes de mais não devemos perder de vista que terrorismo é isso mesmo: terrorismo. Não há terrorismo mau e terrorismo bom (só porque é decidido aplicar a partir de cadeiras do poder ocidental, ao mais alto nível).

07
Jan15

Não quero que vás à monda

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Não quero que vás à monda,

nem à ribeira lavar,

só quero que me acompanhes,

no dia em que me eu casar.

 

No dia em que me eu casar,

hás-de ser minha madrinha:

não quero que vás à monda,

nem à ribeira sozinha.

 

Andas morta por saber

onde passo os meus serões:

nas vendas das vendedeiras,

encostadinho aos balcões.

Há inúmeras interpretações desta moda originária da região de Reguengos de Monsaraz, nomeadamente por grupos corais alentejanos. Optei por esta recriação da responsabilidade da Ronda dos Quatro Caminhos, formação de créditos firmados, aqui acompanhada por grupos do cante alentejano e pela Orquestra Sinfonieta de Lisboa. Uma experiência inesquecível.

06
Jan15

Assassinato. Independente da forma!

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1) uma pessoa que morre em consequência de um tiro premeditado, de um atropelamento premeditado, de um   incêndio ateado premeditadamente, é assassinado,

2) um doente grave que morre na urgência hospitalar, por falta de cuidados médicos atempados, é igualmente um assassinado.

3) e, não há assassinados sem assassinos.

4) diz o nosso Povo que a culpa não pode morrer solteira!

 

Duas pessoas morreram por estes dias em hospitais diferentes, em consequência de situações referidas em 2). Consequência essa que decorre de criminosa e obsessiva política de cortes e mais cortes e mais cortes nas verbas destinadas à saúde. Chega-se mesmo a situações de os hospitais com carência de equipamentos próprios reterem macas, talas, etc., das ambulâncias dos bombeiros (caso do hospital de Torres Novas divulgado hoje pela comunicação social), comprometendo com isso a assistência dos bombeiros a ocorrências que exijam a sua intervenção. A própria Associação dos Administradores Hospitalares, através da sua presidência, confirma estes factos e a existência de caos e desorganização reinante nas unidades  hospitalares. Onde se chega a esperar VINTE E QUATRO HORAS para o doente ser atendido.

Estas situações constituem crimes. E, também neste caso havendo crime há criminosos. Merecem ser punidos!

 

 

 

 

 

 

05
Jan15

àcerca da cavacal "mensagem" de ano novo, não resisto a transcrever um texto de Sérgio Ribeiro, que subscrevo na íntegra

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a "mensagem de ano novo" de Sua Excelência o Presidente da República (como o tratam uns, os "seus") ou do Cavaco (como o designam outros, talvez desvalorizando a sua real e perene intervenção política). Trata-se de uma "peça" que se gostaria de catalogar como de fim de mandato, epitáfia. "Aquilo" é (a meu "ouver", claro) inqualificável. Que país é aquele em nome do qual Cavaco Silva se atreve a falar, a dizer o que disse e a não dizer uma palavra sobre o que não disse como se não existisse ou não tivesse importância (o caso BES, por exemplo!)?, como é possível que alguém, daquele lugar e ali colocado pelo voto, seja tão desavergonhadamente (e desastradamente) tão colado a uma política executiva de que tinha a obrigação de ser distante e distanciado?, quem suportará - além dos que ele suporta ou sustenta - sequer ouvir aquelas "recomendações" que toda a gente sabe (dos que querem saber...) não serem mais do que cunhas para aguentar edifício a ruir? Depois, ainda uma palavra sobre o lado formal, diria estético: um verdadeiro emplastro de si próprio.. Se tudo "aquilo" tivesse a intenção de descredibilizar a democracia, de afastar as gentes de quem as gentes escolheram para as representar, dar-lhe-ia 20 valores. E não se fique satisfeito pelo facto de, nas massas, ninguém lhe ligar nenhuma... Esse é, talvez, o mais nefasto efeito. O da indiferença, o "encolher de ombros", perante o que nos agride e, assim, continuará a agredir.

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