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14
Mai15

Mais um contributo sobre a derrota do nazi-fascismo em 1945

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Berlim.pngÉ portanto, hoje mais do que nunca, dia de refutar duas teses mil vezes repetidas: em primeiro lugar, a de que a derrota do nazi-fascismo às mãos do Exército Vermelho é a mesma derrota que este sofreu diante de norte-americanos, de britânicos, e de franceses. Não, não é. Uma derrota frente ao proletariado nunca será igual a uma derrota perante uma burguesia concorrente, a qual, de resto, nem sequer pode reclamar a autoridade moral suficiente para afirmar que enfrentou o fascismo por uma questão de princípio. A França do mesmo De Gaulle que moveu a guerra da Argélia e o massacre dos argelinos em Paris, a Grã-Bretanha do mesmo Churchill que chacinou malaios e quenianos nos anos 50, os EUA que invadiram e massacraram na Coreia, no Vietname, no Cambodja, que ao tempo da II Guerra Mundial tinham (e continuaram a ter por mais 20 anos) as leis Jim Crow de segregação dos negros do sul, tinham tudo menos autoridade para denunciar e atacar o nazismo. O próprio Churchill, que enquanto a URSS auxiliava a República em Espanha elogiava Franco enquanto «combatente antivermelho», terá dito, numa conversa de corredor à margem da Conferência de Potsdam, «we might have slaughtered the wrong pig», referindo-se aos soviéticos. E foi de bom grado que os EUA e os demais países ocidentais adoptaram o acervo de mentiras e distorções engendradas pela propaganda de Goebbels sobre a URSS, no fito de prosseguirem a sua sanha anticomunista durante a Guerra Fria.

João Vilela, em artigo que pode ser lido na íntegra em resistir.info.

12
Mai15

Sobre a formatação das mentes

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A maioria dos estudantes estado-unidenses está convencida que a segunda guerra mundial foi ganha pelo seu país, porque é isso que lhe é ensinado nas escolas.

John Arch Getty, professor da Universidade da Califórnia, Los Angeles

11
Mai15

Os pressupostos dos anos da segunda guerra mundial são os mesmos agora

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A estratégia das potências ocidentais ( Inglaterra, EUA e aliados menores) na segunda guerra mundial era: primeiro deixar a Alemanha nazi destruir a União Soviética (coisa que os tais ocidentais não conseguiram com as várias tentativas anteriores) e, só depois tentariam derrotar Hitler.

Só que os seus planos saíram gorados pela determinação do povo soviético e do seu Exército Vermelho, que derrotaram o invasor nazi na sua pátria soviética, perseguiram o agressor até ao solo alemão, libertando pelo caminhos outras nações, e combateram por cada canto de Berlim até à rendição alemã.

Esse foi o enorme e decisivo contributo da URSS para a paz.

Já bastante tarde, os ocidentais, em que o inefável Churchill pontuava, perceberam que a sua estratégia havia falhado. Que afinal os nazis não conseguiram destruir a União Soviética e, pelo contrário, esta se mostrava imparável nas suas vitórias e progressão em direcção a Berlim, e estavam confrontados com a eminência de os soviéticos sozinhos derrotarem a Alemanha nazi. Para que isso não acontecesse, para não ficarem mal na fotografia e para reivindicarem louros (e que louros...) lá se decidiram a intervir.

Costuma dizer-se: mais vale tarde que nunca.

Chegados a 2015, a mesma filosofia mantêm-se. Os mesmos pressupostos dos anos quarenta (e dos tempos que se seguiram à instauração do poder operário na Rússia) continuam vigentes nos países ocidentais, os chamados aliados, sob a batuta ianque e o suporte do seu braço armado, a NATO. Foram esses os pressupostos que ditaram o patrocínio às forças nazi-fascistas ucranianas, que mantêm no poder e apoiam e armam e treinam. São os mesmos pressupostos que determinam alianças espúrias com gente de organizações terroristas, já que, para atingir os fins vale tudo. Foram os mesmos pressupostos que determinaram as sanções contra a Rússia e justificam as ausências na Parada Vitória em Moscovo.

É que o imperialismo não se dá por satisfeito com a implosão da União Soviética. Quer mais. Quer entrar na Rússia, destruir o seu poder estratégico e militar. Quer apoderar-se das suas riquezas naturais. Quer apagar os monumentos que evocam a façanha soviética na guerra (como estão a fazer os seus protegidos na Ucrânia). É a lógica unipolar. Há que barrar-lhes o caminho.

 

 

 

10
Mai15

Comemoração da vitória sobre o nazi-fascismo

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9mai2015---multidao-carrega-fotos-de-soldados-que-

Praça Vermelha, Moscovo, ontem 9 de Maio, dia da vitória. Comemorados os 70 anos do fim da segunda guerra mundial - a Grande Guerra Pátria para os povos das ex-Repúblicas Soviéticas - com desfiles militar e popular. As imagens que chegaram via canais de tv por cabo são esmagadoras, comoventes. O povo russo não esquece os seus heróis - no conjunto da pátria soviética perderam a vida cerca de 27 milhões de pessoas - e a forma de os evocar setenta anos depois, foi levar ao desfile popular (também chamado de Regimento Imortal), que se seguiu à imponente parada militar, as suas fotografias, as suas condecorações, as suas bandeiras e estandartes. Filhos, netos, bisnetos orgulham-se dos seus antepassados. O próprio presidente Putin integrou-se no desfile transportando a foto de um seu familiar. Milhares de combatentes na segunda guerra mundial, ainda vivos, participaram igualmente nas comemorações. Comemorações que ocorreram igualmente nas principais cidades da Federação Russa e nas ex-repúblicas soviéticas. Impressionante!

Por mais que a História seja reescrita, jamais conseguirão apagar a verdade.

Putin no desfile popular, 2.jpg

 

Heroi medalhado.jpg

 

Medalhado do gr guerra patria.jpg

 

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