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14
Set15

Reflectindo sobre a instabilidade da condição humana (Poema de Bocage)

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Quantas vezes, amor, me tens ferido?

Quantas vezes, razão, me tens curado?

Quão fácil de um estado a outro estado

O mortal sem querer é conduzido!

 

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,

Como que até regia a mão do fado,

Onde o sol, bem de todos, lhe é vedado

Depois com ferros vis se vê cingido:

 

Para que o nosso orgulho as asas corte,

Que variedade inclui esta medida,

Este intervalo da existência à morte!

 

Travam-se gosto, e dor; sossego, e lida;

É lei da natureza, é lei da sorte

Que seja o mal e o bem matriz da vida.

 

Bocage

 

Amanhã, rezam os registos que nasceu Bocage. Manuel Maria l'Hedoux Barbosa du Bocage. Elmano Sadino. Uma referência para todos os setubalenses que se prezem. Nasceu, faz amanhã 250 anos. No Bairro de s. Domingos (não sei se Há 250 anos o bairro se chamava assim. Actualmente chama-se de S. Domingos) na antiga rua de S. Domingos e agora  rua Edmond Bartissol, no número 12.

Casa do Bocage.JPG

Esta a fachada da casa onde nasceu o poeta

 

13
Set15

Oito dias depois, "revisitar" a Quinta da Atalaia

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E chegado Domingo, o último dia da FA, a multiplicidade de acontecimentos prosseguiu nos muitos palcos e espaços da Quinta da Atalaia. Emocionante foi a subida ao enorme palco 25 de Abril, do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa para cantar É tão grande o Alentejo e Grândola Vila Morena. Por essa hora terminava no auditório 1º. de Maio o concerto de Pedro Mestre que teve consigo os Grupos Corais Ganhões de Castro Verde, Camponeses de Pias e Almocreves da Amieira, para além de David Pereira e Pedro Calado.

Entretanto, ontem, sábado foi dia de jornada de trabalho para desmontagem. Participei com todo o gosto.

 

12
Set15

Fausto e Brigada Victor Jara

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O dia de sábado do anterior fim de semana na FA, num universo de trinta e seis hipóteses (só nos principais palcos) que aconteceram, o difícil é escolher para evocar hoje. Opto por destacar  o regresso de Fausto e da Brigada Victor Jara,  que em  momentos diferentes proporcionaram cada um  concertos formidáveis no palco 25 de Abril. Sendo que, no caso da Brigada comemora este ano os seus 40 anos.

 

 

11
Set15

Oito dias depois, a Marcha Húngara

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Faz hoje oito dias na quinta da Atalaia, Amora, Seixal, no concerto de abertura da FA, a Orquestra Sinfonieta de Lisboa dirigida pelo maestro Vasco Pierce de Azevedo, entre outras obras interpretou a Marcha Húngara, da Danação de Fausto de Hector Berlioz. Não dispondo de gravação dessa interpretação, recordemos a obra, na leitura de Zubin Metha com a Filarmónica de Los Angeles:

 

 

10
Set15

José Gomes Ferreira, o poeta, pois claro

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José Gomes Ferreira (1).jpg

O amor que sinto

 

O amor que sinto

é um labirinto.

 

Nele me perdi

com o coração

cheio de ter fome

do mundo e de ti

(sabes o teu nome),

sombra necessária

de um sol que não vejo,

onde cabe o pária,

a revolução

e a reforma agrária

sonho do Alentejo.

Só assim me pinto

neste amor que sinto.

 

Amor que me fere,

chame-se mulher,

onda de veludo,

pátria mal-amada,

chame-se "amar nada"

chame-se "amar tudo".

 

E porque não minto

sou um labirinto.

 

09
Set15

De novo As Raposas, no Teatro Aberto

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Acabo de receber uma mensagem do Teatro Aberto a informar sobre a reposição de As Raposas, da norte-americana Lillian Hellman. Aqui falei da peça há algumas semanas. Aconselho vivamente uma ida ao Teatro ver esta formidável peça.

 

08
Set15

José Gomes Ferreira, o Poeta.

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José Gomes Ferreira.jpg

Dá-me a tua mão.

 

Deixa que a minha solidão

prolongue mais a tua

-para aqui os dois de mãos dadas

nas noites estreladas,

a ver os fantasmas a dançar na lua.

 

Dá-me a tua mão, companheira,

até ao Abismo da ternura derradeira.

07
Set15

A censura aí está, nua e crua à vista de todos

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Pois é. Apesar de ontem ter havido um comício na Festa do Avante!, com dezenas de milhar de pessoas a participar, entre as quais milhares de jovens (se outro interesse jornalístico não houvesse, a presença de tanta juventude bastava como notícia...) e, mais importante, o Secretario-Geral do PCP, principal força da CDU, leu um discurso substantivo, em período de pré-campanha eleitoral, mas não foi motivo para que, qualquer um dos principais jornais diário lhe dedicasse uma linha sequer no primeira página. Então, há não não há censura, mais censura concertada?

Correio da m.jpg

 

DN.jpg

 

Publico.jpg

 

jornal de noticias.jpg

 

04
Set15

E Viva a Festa do Avante!

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digitalizar0001.jpg

A Festa do Avante! será, para desgosto dos anticomunistas, uma grande realização política, cultural, desportiva e de confraternização inigualável!

É por isso que dela se faz silêncio. Um exemplo desse silêncio é o Diário de Notícias de hoje, o dia em que a Festa tem início. Nem uma palavra! O contraste com o alarido sobre o ajuntamento do Pontal é gritante. É a censura, meus amigos. é a censura. Porque ela existe. E pratica-se com esmero.

 

04
Set15

Pequim celebrou a derrota do Japão em 1945

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parada militar em pequim.jpg

"Não importa quão forte se vai tornar, a China nunca procurará a hegemonia ou expansão, nunca irá causar o seu sofrimento passado a outra nação."

Afirmou Xi Jinping, presidente chinês na imponente parada militar realizada na praça Tiananmen em Beijing, deixando  clara a aposta chinesa de rejeição do confronto militar e, sobretudo de qualquer tipo de agressão chinesa. Posição que, independentemente da opinião que tenho sobre o rumo actualmente seguido pela RPC, me apraz registar. Posição que contrasta com a de outras potências que não fazem outra coisa senão provocar guerras directa ou indirectamente. Esses mesmos que primaram pela ausência em Pequim, como já o tinham feito em Moscovo.

A guerra movida pelo Japão, uma das potências do eixo na II guerra mundial, em 1937 contra a China ao longo dos 8 anos seguintes provocou a morte de 14 milhões de chineses. A evocação dessas vítimas foi feita na celebração dos 70 anos da derrota do invasor japonês.

 

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