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divagares

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13
Fev16

Pela luz dos olhos teus

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Quando a luz dos olhos teus

E a luz dos olhos meus 

Resolvem-se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

 

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor,  juro por Deus

Me sinto incendiar

 

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais larirurá

 

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

precisa se casar

 

Vinicios de Morais

 

 

12
Fev16

Barreiro Memória e Futuro

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Barreiro memória e Futuro.jpe

Acabo de ler Barreiro Memória e Futuro, que me foi oferecido pelo meu camarada Carlos Humberto, uma soberba edição do guião da Exposição com o mesmo título que está instalada no Parque Empresarial do Barreiro, na rua 17 ao número 10, onde antes era o complexo industrial da CUF depois Quimigal. Trata-se de uma repositório de informação que nos revela (até ao mais informado e esclarecido) um pouco da história local e factos de inestimável valor. É prestada homenagem às vítimas da polícia política - PIDE - inserindo 448 nomes (que foi possível inventariar entre muitos mais) de barreirenses que foram sujeitos a prisão.

Para quem, como eu, se considera um amigo do Barreiro, que teve o privilégio de assumir tarefas partidárias nesta terra depois do 25 de Abril e antes havia tido participação em várias realizações conspirativas, e, legais ou semi-legais, no tempo da ditadura, e ter estabelecido relações cúmplices e de amizade com um número significativo de barreirenses, é-me grato tomar conhecimento de um documento que constitui um enorme contributo para a preservação da nossa memória colectiva.

Os barreirenses, os camarros, estão de parabéns.

10
Fev16

Miguel Urbano Rodrigues e o Homem Novo

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Combati sempre como mítica a ideia do homem novo, surgida na União Soviética e retomada por Che Guevara.

A história demonstra que o homo sapiens pouco ou nada evoluiu desde as antigas civilizações do Mediterrâneo Oriental e da Mesopotâmia. Na sua capacidade de produzir coisas maravilhosas e de semear o mal e desencadear a violência é, no fundamental o mesmo da época do código de Hamurabi e da Menfis faraónica.

MUR, num interessante texto escrito na sequência de uma releitura do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, e que está publicado na íntegra em O Diário.info.

 

MUR é Miguel Urbano Rodrigues. Permito-me trata-lo desta forma, apesar de não ter com ele qualquer relacionamento e apenas falámos uma vez, nos idos de 1974. Um Homem que muito admiro e com quem geralmente estou de acordo quanto às ideias que expõe. É o caso do pequeno fragmento transcrito acima.

Miguel_Urbano_reprodução.gif

 

08
Fev16

O que eles querem é matar o mensageiro!

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Uma das maiores perversões de justiça no nosso tempo está a deslindar-se: O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre detenção arbitrária - o tribunal internacional que adjudica e decide se os governos cumprem suas obrigações de direitos humanos - sentenciou que Julian Assange foi detido ilegalmente pela Grã-Bretanha e pela Suécia.

Assim começa um artigo de John Pigler, que pode ser lido em http://resistir.info/.

De facto, conforme a legenda que está na imagem abaixo - Não matem o mensageiro - todos os planos e campanhas mediáticas tiveram como objecto matar o mensageiro. Desde que Assange divulgou coisas gravíssimas (que dizem respeito a toda a humanidade), das práticas e planos daquela que é a maior entidade terrorista da actualidade: os EUA e os seus tentáculos, tudo foi feito para o liquidarem. Das acusações de violação a detenção ilegal, a difamações de toda a natureza.

Homens como Julian Assage e Edward Snowden e Bradley Manning/Chelsea Manning são merecedores do maior respeito.

Assange.jpe

 

07
Fev16

António Fadista Simões, o saudoso Tónica

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António Fadista Simões-Tonica.jpg

Por mão amiga chegou-me, via correio electrónico, esta bela foto, datada de 1974, do meu grande amigo António Fadista Simões, o Tónica, proprietário do Café Rural que faz muito tempo encerrou as suas portas. Perante um documento destes, sim, sou saudosista, ocorre-me à memória tanta coisa associada a este espaço num tempo em que eu era jovem e com outros jovens aí nos encontrávamos, assistíamos aos jogos do glorioso transmitidos pela RTP. Leitor compulsivo de jornais, o Café Rural era um dos locais onde fazia leitura, depois, invariavelmente fazia o mesmo no café do Arcindino. E, até o Carapinha, sapateiro, não escapava e desta forma ficava a saber o que dizia cada um dos principais diários e semanários ou trissemanários. 

Quanto às crianças, não faço a menor ideia quem sejam. O da direita será provavelmente um dos netos.

06
Fev16

Tem cuidado meu amor

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Por razões de cidadania, Virgínia Moura e o seu companheiro António Lobão Vital várias vezes são presos. Não cedem, não temem, não racham. Fieis, sempre, a um ideal comum e ao profundo amor que os unia. As cartas que agora se publicam, escritas na prisão entre 1951 e 1957, revelam a infâmia do tempo da ditadura. Tudo devassa, até os sentimentos mais íntimos.

Palavras de Manuela Espírito Santo, na nota introdutória da obra.

Tem cuidado meu amor.jpe

Virgínia Moura, engenheira de profissão e Lobão Vital, arquitecto, viveram intensamente as suas vidas em comum, um amor alvoroçado (nas palavras de Valdemar Cruz), uma comunhão de consciência política e profundo envolvimento nos combates em defesa da liberdade da democracia dos direitos sociais, uma atitude intelectual em que a aquisição e divulgação do conhecimento não tinham limites. Dois seres com uma dimensão humanista admirável.

Tem cuidado meu amor, recentemente editado é uma revelação comovente da relação deste casal, em períodos de prisão política, a partir das cartas trocadas entre ambos que eram obrigatoriamente lidas e carimbadas pela PIDE carcerária numa grosseira devassa. Imperdível ler.

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